Isaac e Abel

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

2008 mais um ano


Hoje é o último dia do ano, a partir da meia noite começamos novamente a contagem crescente, mas desta vez até ao dia 366 (em 2008 vamos ter ano bissexto!).

Apesar de não ser feriado, nem fim de semana alguns estabelecimentos fecham mais cedo, para, "se poderem preparar para o fim de ano". Mas o novo ano começa só no calendário. Costuma-se dizer "ano novo, dia nova", contudo o "Ano Novo" é uma data pessoal e íntima que começa sempre que fazemos mais um ano de existência, ou seja o nosso aniversário! É claro que o nosso aniversário não é festejado de forma entusiástica a uma escala mundial, mas é nesse dia que temos de analizar aquilo que fizemos ao longo do ano e fazer planos de melhoria, para que tudo corra ainda melhor do que o ano anterior. Se eu fizer anos a 1 de Julho, depois da meia noite de dia 32 de Dezembro eu não vou estar a festejar o "Ano Novo", mas "Meio Ano Novo", pois desde a a última comemoração do meu aiversário só se passaram seis meses! Eu não estou de forma alguma a dizer que é uma idiotice festejar a passagem do ano, sinceramente a mim não me diz nada, e não faço questão que seja um dia de festa e paródia. Até acho que até foi uma ideia original de todas as pessoas pelo mundo festejarem a passagem para o ano seguinte e em conjunto fazerem planos para uma vida melhor, porque tudo é mais fácil em conjunto.

Aparentemente á alguma coisa que mexe com todos nós, pelo facto de deixarmos de estar em 2007 e passarmos para 2008, o facto de repetirmos tudo outra vez é como se fosse mais uma oportunidade que a vida nos dá para que desta vez possamos fazer as coisas (ainda) melhores!

Um Bom Final de Ano para todos vós e que em 2008 tudo mude para melhor!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A Magia do Natal - Semear para colher


Porque é que a magia do Natal desaparece logo após o dia 25? A árvore já não parece tão bonita, já nem dá vontade de ligar as luzes, as prendas já se abriram, já se teve comunhão com a família, cumpriu-se a "obrigação" de dar dar presentes a todos que conhecemos e já nem temos muita vontade de comer o bolo rei ou os outros doces. Parece que tudo se encontra desenquadrado e já não faz muito sentido. O que interessa agora é: onde se vai fazer a passagem de ano, e gastar o dinheiro que se ganhou no natal nos Saldos do shopping. Será que há mesmo algo de mágico, desde o momento em que montamos a árvore e os primeiros enfeites de Natal, ou essa magia é apenas uma ansiedade por consumismo, em querer comprar coisas e querer receber outras, e tudo desaparece depois de rasgar os embrulhos?


A magia do Natal, que consiste em ajudar o próximo sem esperar receber nada em troca e conviver com amor, alegria e felicidade com a família e todos os que nos rodeiam, devia durar o ano todo, deve ser algo que tenhamos gosto e procuremos fazer todos os dias e não só quando as ruas estão iluminadas com enfeites de Natal. Isso é hipócrisia, "vamos todos ser amigos porque eu quero que tu me dês um presente!".


De facto todos os enfeites, a árvore, os presentes, a lareira acessa e os doces caseiros proporcionam um ambiente acolhedor do qual não queremos sair. Mas mais importante que tudo é que o desejo de querer ajudar os outros e fazer toda a gente feliz não saia do nosso coração. Quando esta época acabar, vamos todos deixar de desejar "Feliz Natal" ou "Boas Festas" ao cobrador da portagem, à senhora do pão e ao amigo do amigo que não conhecemos. Mas podemos continuar a dizer "que tenha um resto de bom dia", "bom fim de semana" e "obrigada, até à proxima!". Isto serve para o ano todo e estamos a praticar o Natal durante o ano todo, pois estamos a reconhecer a unicidade e "especialidade" de cada pessoa. E podemos fazer a diferença, podemos ser aquele/a que tornou o dia um pouco melhor para aquela pessoa que todos desprezam e fingem não ver, quem sabe um dia essa pessoa não somos nós e não somos nós que precisamos de ouvir um cumprimento ou uma saudação amigável.


Vamos semear para colher.

Um dia Normal I


Levantei-me de madrugada bem tarde, tinha sonhado que estava acordada. Então, para despertar, fui à cozinha para tomar banho e depois dirigi-me à casa de banho para tomar o pequeno-almoço. Depois calcei a minha camisola e vesti os meus sapatos novos comprados há cinco anos.

Fui desarrumar a casa e sujar a sala para ficar tudo em ordem para a saída do meu primo que estava para chegar.
Almocei um CD de música clássica e depois fui ouvir um pouco de frango assado no forno.

À tarde cheguei ao princípio do livro que tinha acabado de ler. Mais tarde fui passear e, quando entrei na rua, reparei que fazia sol, por isso saí novamente para dentro de casa e fui buscar um chapéu de chuva e um cachecol porque também fazia calor.

No jardim sem árvores os cães cantavam alegremente e pulavam de galho em galho enquanto que os pássaros ladravam e brincavam com as criancinhas do lar da terceira idade. Como estava cansada fui correr um pouco e fiquei com tanto frio que fui refrescar-me debaixo da sombra de um trevo de cinco folhas.


Ao sair para casa, deitei os sapatos na cama e arrumei-me no armário. Estava sem fome, por isso resolvi ir comer qualquer coisa, e fiquei com tanto sono que fui dançar um pouco para cima do telhado. Quando começou a ficar cedo liguei a aparelhagem e resolvi ir dormir, por isso deitei-me debaixo da cama, destapei-me e acordei.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feliz Natal


Como a história do "Um dia para esquecer" já chegou ao fim, esperam-vos agora mais estórias, que eu gosto de lhes chamar "estórias normais", depois percebem porquê.


Até lá um, Feliz Natal cheio daquilo que o Naltal deve ter: Amor, Paz, Alegria e Felicidade. E se no meio de isto tudo ainda recebermos uns presentinhos ainda melhor!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Um dia para esquecer - Cap. IV

Capítulo IV
Era só o que me faltava



Finalmente cheguei à escola! Mas... o que? Não pode ser... HOJE È SABADO!!! Eu nem quero acreditar... Num acto de desespero encosto a cabeça à parede como se tivesse com vontade de a esborrachar por causa da minha estupidez, só então reparo na tabuleta que dizia: CUIDADO! PINTADO DE FRESCO.

Então, furioso, frustrado, irritado e com a testa pintada, solto um grito de fúria no meio da rua e fica tudo a olhar para mim. No meio de tantos olhares intrigados, vou-me esgueirando, de cabeça baixa, tropeço numa pedra, escorrego numa casca de banana e estatelo-me no meio do chão, mesmo na altura em que ia a passar a rapariga por quem estou perdidamente apaixonado! Porque é que eu hoje saí de casa? (pensei eu)... Levanto-me desajeitadamente, sorrio-lhe e ela com um ar sorridente olha-me de alto a baixo e diz: “ Belos ténis!”. Ah, afinal o dia até está a melhorar, a rapariga de quem eu gosto fez-me um elogio! Mas ao olhar para os pés vejo que... trouxe um ténis de cada cor! Ela não me estava a elogiar, ela estava a gozar comigo...

Não aguentando mais começo a chorar que nem um bebé, e então oiço alguém a agarrar-me e a dizer: “ João, João!!” . Então abro os olhos e vejo a minha mãe, afinal tudo não tinha passado de um enorme pesadelo...


FIM

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto de Natal

O Coelhinho e o Natal



Estávamos no início do Outono quando nasceu uma ninhada de coelhinhos da Mamã Cauda Fofa. Eram sete coelhinhos, entre eles, um muito especial com duas manchas escuras ao redor dos olhos e uma lista castanha nas costas. Era o coelhinho Timóteo. À medida que o coelhinho crescia ficava cada vez mais e mais curioso, sempre a cheirar tudo ao seu redor.
Com a chegada do Inverno os campos ficaram cobertos de neve e o coelhinho Timóteo resolveu explorar para os lados da quinta do Sr. Francisco, uma vez que a sua mãe nunca o deixava lá ir, pois dizia que era um sítio muito perigoso. À entrada da quinta encontrou uma cerca de madeira e saltou por cima. Ao olhar de perto para a janela da casa reparou que estava toda decorada com uns enfeites vermelhos e dourados, ao redor da casa haviam umas luzes coloridas que piscavam e cá fora estava uma árvore cheia de fitas brilhantes e outros objectos coloridos. O coelhinho estava muito intrigado com aquilo porque nunca tinha visto nada parecido em toda a floresta.
Uns saltinhos mais à frente sentiu o cheiro de uns animais que não conhecia e resolveu investigar. Chegou-se perto da vaca e perguntou-lhe:
- Olá.
- Muuuu. Quem és tu e o que fazes aqui?
- Eu sou o Timóteo e vim aqui ver a quinta.
- Eu sou a Vaca Mimosa. É melhor teres cuidado porque se o Sr. Francisco te apanha, estás em maus lençóis.
- Oh Mimosa, diz-me uma coisa, toda a quinta está decorada com uns enfeites dourados, vermelhos, verdes e prateados, eu nunca vi nada assim na floresta. O que é isto tudo afinal?
- É o Natal. Os humanos em chegando a Dezembro enfeitam toda a casa com estas coisas.
- Natal? Eu nunca ouvi falar nisso, podes-me explicar o que é?
- Não te sei explicar muito bem, só sei que durante esta altura as pessoas andam sempre a assobiar músicas e estão sempre felizes. E lá quase para o fim do mês, vêm-me tirar muito leite e levam lá para dentro, passado algum tempo, sinto o cheiro de comida que está a ser cozinhada com o leite que me tiram. Acho que é só uma altura em que eles gostam de comer muito.
O Timóteo estava muito baralhado. Enfeitam a casa toda e comem muito? Mas que coisa estranha. Um pouco mais ao lado reparou que haviam algumas galinhas, e foi ter com elas, com a esperança de que talvez elas lhe soubessem explicar o que era o Natal.
- Olá Sr.ª Galinha. Eu sou o coelho Timóteo. Pode-me explicar o que é o Natal?
- O Natal? Eu não sei explicar o que é, só sei que há uma altura em que vêm cá mais que uma vez por dia, ver se pusemos mais ovos. Assim que vêm mais um ovo levam-no logo para a cozinha. Vai perguntar ali ao peru Gluglu, pode ser que ele te saiba ajudar.
- Olá Sr. Peru. Por acaso sabe-me dizer o que é o Natal?
- NATAL? AH! – Gritou o peru com um ar de desespero. É uma coisa que deve ser horrível, pelo que me contaram, parece que todos os anos está sempre cá um peru diferente. Chega-se aquele dia que é muito especial para eles, levam o peru e nunca mais ninguém o vê... Eu estou aterrorizado! Estou até a elaborar um plano de fuga. Queres-me ajudar?
- Err.... Não, não, eu não estou a pensar fugir.
- Oh, pena... Mas experimenta perguntar ao Pato Patui. De certeza que ele sabe mais do que eu. Boa sorte.
- Obrigado.
Como o peru não o consegui ajudar, foi perguntar ao Pato Patui.
- Olá senhor Pato. Sabe o que é o Natal?
- Natal? Eu não quero saber nada disso, sei que há um dia em que aparece aqui muita gente, com humanos pequenos e tudo e esses começam a assustar-me e a correr atrás de mim. Seja aquilo que for, eu não gosto. Pergunta ali ao cão Caracol.
Os cães, Timóteo conhecia, e sabia que podiam ser perigosos, a sua mãe já o tinha avisado, por vezes eles correm atrás dos coelhos para os apanharem. Mas aquele cão dormia pacificamente ao pé dos degraus da casa, tinha um longo pelo encaracolado e já parecia ser um pouco velho.
- Senhor cão....
- Mmmm, quem é? – O cão abre um olho e fecha-o em seguida.
- Eu, eu... eu gostava de saber o que é o Natal.
- O Natal... o Natal, é... olha, não me lembro. A minha memória já não é o que era dantes. Acho que é uma festa em que as pessoas fazem muito barulho e não me deixam dormir. Pergunta mas é ao cavalo Alfredo, há sempre um dia em que o Sr. Francisco leva a carroça cheia de embrulhos, uns grandes e outros mais pequenos, mas eu não sei porquê. Vai-lhe lá perguntar, que eu estou com muito sono e quero dormir.
Chegando-se ao pé do cavalo Alfredo, Timóteo estava um bocadinho receoso, com aquela criatura tão grande.
- Escusas de ter medo. – Disse o cavalo.
- Desculpe, eu não queria incomodá-lo, mas eu estou curioso com uma coisa e os outros animais disseram-me que talvez o senhor me pudesse ajudar.
- Queres saber o que é o Natal, não é?
- Como é que sabe? – Perguntou o coelhinho com um ar admirado.
- Todos os anos aparece aqui na quinta um animal curioso, assim como tu a fazer perguntas sobre os hábitos estranhos dos humanos. Tu deves ser filho da Cauda Fofa, certo?
- Como é que sabe o nome da minha mãe?
- Eu conheci a tua mãe muito antes de tu nasceres. E tu és muito parecido com ela. A tua mãe também era muito curiosa. Acho que o melhor que tens a fazer é voltares para casa e perguntares-lhe o que é o Natal. Ela vai-te contar a história completa.
- A minha mãe? Ela sabe o que é o Natal?
- Sabe sim, vai já a correr para casa antes que fique de noite!
- Vou pois! – Disse o Timóteo com um ar apressado.
O coelhinho correu o mais depressa que consegui até à sua toca. Ao chegar perguntou com um ar ofegante:
- Mãe, o que é o Natal? O cavalo Alfredo disse que tu sabias o que era o Natal. Diz-me o que é o Natal!
- Calma Timóteo, estou a ver que andaste a passear pela quinta do Sr. Francisco e que falaste com o Alfredo. Estou a ver que temos de ter uma longa conversa.
E assim, todos juntos no aconchego da toca, Timóteo e os seus irmãos ouviam atentamente a história do Natal, sobre o menino que nasceu, a estrela cadente, os reis magos e os presentes. Naquela altura Timóteo percebeu que o Natal, não era aquilo que os animais da quinta diziam, sobre a comida, os presentes e os enfeites, mas que acima de tudo era o convívio com a família e o amor e a união que deve fazer parte da nossa vida. Naquela altura, na sua toca acolhedora, junto com a sua mãe e os seus irmãos, Timóteo sentiu que estava a ter o seu Natal. Repletos de alegria e de felicidade abraçaram-se todos com entusiasmo e amor, até que... alguém bate à porta. Quem seria? O espanto pairava no rosto de todos. A mamã Cauda Fofa abriu a porta e chamou por Timóteo.
- Timóteo, filho, está aqui alguém que te veio visitar.
Era o peru Gluglu. Parece que este ano o Natal na quinta do Sr. Francisco ia ser sem peru.



FIM
FELIZ NATAL

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Um dia para esquecer - Cap. III

Capítulo III
Perdido e mal disposto

Já estou a andar há mais de uma hora, tenho a sensação de que estou perdido, além disso estou cheio de fome... Estão ali ao canto uns cogumelos com muito bom aspecto, de certeza que não me vão fazer mal...
Já passou meia hora e ainda não cheguei a lado nenhum, além disso estou mal disposto, acho que os cogumelos me fizeram mal... Ah! Está ali um velhote, pode ser que ele saiba como sair daqui.
- Bom dia, pode... po...
- Sim?! – Responde o velhote.
- (Acho que vou vomitar)

E vomito mesmo nos pés do homem! Peço-lhe mil e uma desculpas, e ele, com um ar zangado, indica-me o caminho a seguir e vira-me costas enquanto me roga pragas.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Amén e Alleluiah


Todos conhecemos as célebres palavras cristãs: Amén e Aleluia. Mas há muito a ideia que só as "beatas" é que as dizem quando ouvem algo que o padre disse e que, para parecerem muito divinais, balbuciam estas palavras enquanto se benzem.

Mas todos nós podemos usar estas palavras no nosso dia a dia sem correr o risco de se parecer fanático por religião, ou de pensarem que somos católicos ou cristãos (não é a mesma coisa...). Para isso temos que perceber o significado destas duas palavras. Amén, do hebraico amén, significa "que assim seja" e é uma palavra de concordância, de que estamos de acordo com algo e que queremos que assim se concretize. Aleluia, do hebraico alleluiah, significa "louvado seja O Senhor" ou "louvado seja O Eterno" e é uma forma de adorar e agradecer a Deus, é uma forma de expressarmos o nosso contentamento em relação a algo de bom.

Por isso da próxima vez que alguém nos disser: "Andas cheio de sorte, ainda ganhas mas é o Euro Milhões" nós podemos responder logo: "Amén!" e depois de o ganharmos mesmo é caso para dizer "Aleluia!".

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Provérbios, sinónimo de sabedoria popular

Todos conhecemos vários provérbios, alguns deles até usamos no nosso dia a dia. Alguns desses provérbios refletem mesmo a sabedoria popular e se os praticarmos podemos ver que até fazem sentido. Um dos provérbios que vou falar agora, talvez não seja muito conhecido, mas é muito interessante.

"Pequeno almoço de príncipe, almoço de nobre e jantar de pobre"



Hoje em dia as pessoas fazem exactamente o contrário, tendem a dispensar, ou empobrecer a primeira refeição do dia, que deve ser a mais importante, e fazem refeições maiores ao longo do dia. Tal como diz o provérbio, o pequeno almoço deve ser digno de um príncipe, devemos comer bastante (o suficiente para ficarmos satisfeitos) e com variedade (fruta, pão, leite, sumos naturais). Desta forma ficamos com as defesas necessárias, logo de manhã, para o resto do dia.

O almoço convém que seja mais moderado, como um nobre que não é tão rico como um príncipe, mas que também dispõem da sua variedade e quantidade. À medida que o dia passa as quantidades de comida devem ser mais reduzidas, bem como as quantidades calóricas, porque é provável que não se consiga gastar as calorias que adquirimos ao almoço.

O jantar de pobre, faz lembrar a bela sopinha de feijão e hortaliça, porque era aquilo que os pobres comiam: as colheitas das suas hortas e dos seus campos. O jantar devia ser algo ligeiro, que não pese no estômago, e para que se possa ir para a cama cedo. Mesmo a dormir gastamos cerca de 60 calorias por hora, o que é muito pouco, por isso uma refeição ligeira ao jantar não só nos vai proporcionar um sono mais calmo, como também vamos acordar cheios de apetite para o pequeno almoço do dia seguinte.

Com as vidas cheias de stress e muito aceleradas os nossos hábitos diários também mudam, e por vezes só conseguimos comer bem à noite, quando estamos com a família, mas devemos tentar organizar o nosso tempo da melhor maneira para que pelo menos o pequeno almoço seja uma refeição completa e não uma chávena de café bebida à pressa enquanto se procuram as chaves do carro.

Um dia para esquecer - Cap. II

Capítulo II
Trocas, Atrasos e Espirros




Ainda decidido a apanhar o autocarro, saio disparado pela porta da rua e levo a mochila comigo. Estou a meio caminho da paragem quando me apercebo que a mochila que trago não é a minha, mas a da minha irmã! Tenho de voltar para trás!.

Assim que chego a casa bato com o nariz na porta, porque afinal não tenho a chave, e a única entrada possível é a janela do meu quarto, que está sempre aberta. Vou então buscar o escadote e subo até a janela, tropeçando mais uma vez quando ponho os pés no chão. Esta é a minha mochila!

São neste momento 8:05, de certeza que o autocarro já deve ter passado! Mas vou na mesma a correr para a paragem, e quando faltavam apenas cinco metros para chegar vejo o autocarro a ir embora. Boa... agora tenho de ir a pé, acho que é melhor ir pelo atalho.

Pelo caminho enlameado passa por mim uma mota a grande velocidade, mesmo por cima de uma enorme poça de água, deixando-me todo encharcado! Atchim! Boa, era só o que me faltava, agora vou ficar constipado.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Tosse de Inverno


Nesta altura de frio, vento e chuva, começam a vir as constipações e com elas uma coisa muito chata, que é a tosse. Existem muitos fármacos que podemos tomar para tratar a tosse, seja seca ou com expectoração, mas também existem vários remédios caseiros que são igualmente eficazes e muito mais saudáveis. A maioria utilizam produtos que normalmente todos temos nas nossas cozinhas e são económicos e de fácil preparação. Este é o meu preferido: água quente, sumo de limão e uma colher de mel. Comigo é totalmente eficaz!

A minha mãe uma vez fez-me um que levava cerveja preta, laranja e açúcar, mas considero o chá de sumo de limão e mel mais saboroso!

Existem também outros métodos, sem serem estes "xaropes". Como por exemplo: antes de ir dormir, esfregar Vicks nos pés e calçar umas meias bem quentes. Ou então dormir com um grande pedaço de algodão molhado em álcool e colocar no peito (com este método há que ter cuidado para as peles mais sensíveis porque se o fizerem mais que um dia seguido a vossa pele pode ficar queimada do álcool).

Estes são só alguns dos métodos caseiros mais comuns, existem muitos mais. Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós, alguns dos métodos caseiros para tratar a tosse, de certeza que a lista vai ser variada!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Frutos para uma vida saudável

Como todos nós sabemos, a fruta é um dos alimentos mais saudáveis que podemos, e devemos consumir. Além de ricas em fibra, água e uma série de vitaminas, podem ajudar a prevenir muitas doenças, o que é especialmente útil agora que está a começar o Inverno.
Para a estação que se segue, a variedade de fruta que podemos comer, a preços acessíveis, é ligeiramente reduzida, não falo da fruta tropical ou que vem importada, mas sim da que cresce durante esta altura e que podemos dizer que é realmente nacional.
Para que possamos estar protegidos com todas as vitaminas essenciais para suportar o inverno da melhor maneira possível.
Vou então apresentar as propriedades dos frutos desta época, para que conheçam as vantagens de os consumir.
(retirado do livro" Frutos que dão saúde", Publicação especial para TVGuia)


Banana - "A banana é muito rica em vitamina A e também contém vitaminas B1, B2, PP, C e V (anti-ulcerosa), bem como ácido fólico. Além disso contém ferro, água, amido, celulose, sacarose, glucose, hidratos de carbono, fibra, cálcio, fósforo, magnésio, potássio, zinco, entre outras substâncias benéficas para a saúde. Entre todas estas substâncias, destaca-se o potássio, que equilibra qualquer excesso de sódio no organismo. Assim, este fruto é recomendável para quem gosta de alimentos salgados, pois ajuda eficazmente a aliviar a hipertensão, os transtornos musculares e digestivos bem como os estados de nervosismo associados ao abuso de sal na dieta. A banana é reconhecida pela sua capacidade de reduzir os níveis perigosos de colesterol. O seu valor calórico é o dobro da maçã e apesar de ser rica em hidratos de carbono, não é preciso evitá-la em dietas de emagrecimento, se o seu consumo foi moderado, já que a banana favorece a eliminação de líquidos e tem a vantagem de provocar um notável feito saciante, o que a torna num snack ideal. Deve ser consumida entre refeições ou em pequenos almoços e lanches, e evitá-la como sobremesa ou ao jantar, pois pode ser indigesto."

Kiwi - "Este fruto, pelo seu forte conteúdo em vitamina C, reforça o sistema imunitário, fortalece veias e artérias, ajuda a evitar infecções, constipações, afonias, bronquites e gripes, entre outras. também favorece a absorção do ferro, estimula a produção hormonal, melhora a agudeza visual e a saúde do tecido conectivo, de modo que proporciona uma prevenção eficaz contra lesões cartigilosas e entorses. O seu conteúdo em vitaminas C e E protege as céluas do processo de envelhecimento e o seu alto conteúdo em ácido fólico é muito recomendável em mulheres grávidas, pois ajuda a prevenir malormações fetais. Outro saudável efeito destas vitaminas, unidas a um elevado conteúdo em magnésio, afecta o estado de espírito, estimula o trabalho muscular, acelera o metabolismo e a produção hormonal, o que deixa o organismo em condições de enfrentar situações de stress. Este fruto possui quantidades importantes de fibra solúvel, que ajuda a controlar os níveis de colesterol e facilita o trânsito intestinal."

Laranja - "É uma grande fonte de vitamina C, o que lhe confere um alto valor antioxidante e remineralizante, tornando-a uma boa aliada em casos de contipação e bronquites. Mas a laranja também possui vitaminas B1 e B2 e A em quantidades consideráveis. Além destas vitaminas a laranja possui sais minerais benéficos para o nosso equilíbrio físico e emocional como o ferro, potássio, sódio, magnésio, fósforo e cálcio. O seu conteúdo em sódio estimula o suco pancreático, activa o processo digestivo gastroduenal, acciona a secreção clorídrica e, juntamente com o ácido cítrico, dissolve o ácido úrico, o que a torna recomendável para as glândulas supra-renais. O potássio favorece a eliminação e líquidos e gorduras armazenadas no tecido gordo. O ácido cítrico constitui um fármaco natural antioxidante, depurativo, desinfectante e microbicida, que estimula a eliminação de todas as substâncias que não foram metabolizadas e que repousam nos diferentes órgãos. Por estas razões está indicado para tratar problemas digestivos, enxaquecas ou os processos reumáticos. A acção depurativa deste fruto afecta o fígado, pâncreas, bexiga e próstata. Com a sua fibra, aliada ao conteúdo em magnésio, estimula o peristaltismo intestinal e ajuda a combater a prisão de ventre. A sua variedade em vitaminas e oligoelementos melhora o tom vital, reforça o desejo e a potência sexual, afugenta a apatia e o desânimo e é uma forte aliada contra o stress e a depressão."


Limão - "O limão oferece uma quantidade de minerais semelhante à laranja. Em relação às vitaminas, não contém a A, mas as vitaminas B1,B2, bioflavonóide (abundantes na pele) e fundamentalmente vitamina C, que torna o limão ideal para combater a febre ou a gripe, é útil contra as infecções e para manter um bom funcionamento do sistema imunológico. A sua capacidade depurativa do fígado está indicado para tratar doenças hepáticas e da vesícula biliar, dado que estimula as secreções biliares e ajuda a digerir os alimentos gordos. Também é eficaz para eliminar o colesterol. Destaca-se como poderoso antibiótico e anti-séptico, com notáveis efeitos bactericidas, é um protector eficaz contra doenças contagiosas, capaz de destruir micróbios e vírus em poucos minutos. Desintoxicante e purificador, a ingestão do limão elimina as substâncias estranhas e nocivas que se alojam no corpo e combate as impurezas do sangue, nivelando, de modo natural o regular funcionamento dos órgãos. O seu elevado conteúdo de potássio e baixo conteúdo em sódio é ideal para combater a hipertensão arterial. O limão também melhora as afecções de garganta, como as anginas, faringite e laringite. Ainda ajuda a controlar o stress e contribuem positivamente para as dietas de emagrecimento."


Maçã - "É uma das frutas mais completas e ricas, bem tolerada pela maior parte das pessoas e combinável com qualquer outro alimento. No entanto carece de proteínas, mas é muito rica em água e açúcares de rápida assimilação. É fonte de vitamina E, antioxidante, quando se deixam amadurecer ao sol contêm vitamina C. Entre o seu conteúdo mineral destacam-se o potássio, necessário para o equilíbrio hídrico celular, a transmissão nervosa, a actividade muscular e a função renal. A mação tem efeitos diuréticos, indicados no tratamento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, e outras doenças associadas à retenção de líquidos. Também reforça o sistema imunitário e estabiliza o açúcar no sangue. Além disso, é muito útil para o rejuvenescimento da pele. Este fruto á ainda um excelente regulador intestinal, pois tem a virtude de actuar como alimento adstringente ou laxante, segundo como consumida: crua e com casca é útil para tratar a prisão de ventre, enquanto descascada, ralada e escurecida, produz o efeito contrário."

Pêra - "Pela sua função é suavemente adstringente, o seu componente maioritário é a água, e possui grandes quantidades de fibra solúvel. Daí que actue como um regulador intestinal, remediando problemas de trânsito intestinal e outros problemas digestivos (estômago delicado, gastrite, úlcera gastroentestinal). As pêras são indicadas em dietas de perda de peso, como snack entre as refeições, pois o seu conteúdo em fibra mantém a sensação de plenitude e limpa o organismo. O seu conteúdo vitamínico não é destacável, mas o mesmo não se pode dizer dos níveis de açúcares e minerais, como o potássio, que são recomendáveis para quem sofre de diabetes tipo I, tensão arterial ou afecções cardiovasculares. Pelas suas propriedades diuréticas a pêra é muito indicada para prevenir doenças da próstata. Também é apropriada para eliminar os inchaços edematosos nos doentes do aparelho circulatório e dos rins."


Qualquer fruta que comemos traz benefícios para o nosso organismo, por isso pessoal tratem de a comer e usufruam dos seus benefícios!

Um dia para esquecer - Cap. I

A primeira história, ou será melhor dizer "estória", deste blogue será uma comédia, foi a primeira deste género que escrevi. Esta semana apenas vou publicar o primeiro capítulo, e nas semanas seguintes publicarei os restantes.
Aqui vai então:

Um dia para esquecer
Capítulo I
Atrasos e acidentes
O despertador tocou! Olho para o relógio digital e vejo 7:50, viro-me para o outro lado, mas abro repentinamente os olhos porque tomei consciência de que tenho apenas dez minutos para apanhar o autocarro!

Apressadamente tento-me desembaraçar dos lençóis e cobertores em que estava enrolado, ao mesmo tempo que me tento levantar, mas tropeço e caio da cama a baixo, ficando embrulhado no meio do chão do quarto, tentando encontrar a saída no meio de toda esta confusão. Nisto bato com a cabeça na mesa-de-cabeceira e cai-me o candeeiro em cima! Au! Acho que vou ficar com um galo...

Dispo o pijama muito rapidamente, troco de meias e visto umas calças e uma camisola que encontrei no meio da confusão do meu quarto e ponho os pés dentro de uns ténis, não me dando sequer ao trabalho de apertar os atacadores.

Sigo para a cozinha a fim de comer qualquer coisa e com um movimento brusco abro a porta do armário da cozinha que me bate com força na testa! Ainda meio atordoado da pancada tiro a tigela dos cereais enquanto vou resmungando umas palavras de dor, mas inesperadamente tropeço nos atacadores e estatelo-me no meio do chão, deixando cair, e quebrar-se, a única tigela lavada disponível na altura. No meio desta odisseia, não desisto de comer, bebo um gole de leite e mastigo uma colher de cereais.
(continua...)