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domingo, 24 de abril de 2016

Inquérito

Tens 2 minutos? Ainda bem, é o suficiente! Responde aqui a este questionário.
A tua opinião é importante, sem ela não conseguimos criar coisas novas.
Obrigada.

Chávenas

Porque as chávenas não têm de ser só para beber chá.
Uma ideia simples e original.
Gostas João Pedro?


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Caminhando para a morte

Pode parecer um título um pouco deprimente para quem está há tanto tempo sem escrever, podia pensar em escrever algo mais alegre, mas é aquilo em que mais penso quando me vejo ao espelho, quando olho para os meus pais, quando vejo os meus filhos, e ainda mais quando me ponho a olhar para fotografias antigas. Envelhecer é tão...angustiante, tudo chega ao fim, mas o problema é que eu nunca tive de lidar com a morte de um familiar próximo, que fosse sangue do meu sangue, os meus avós maternos morreram antes de eu nascer e os meus avós paternos morreram quando eu ainda era uma criança, que não percebia ainda muito bem o que era a morte.
Como é que se lida com a morte?
Vale a pena pensar que a vida dos outros vai chegar ao fim?
Como é que se aceita a morte como algo natural do ciclo da vida?
Que Deus proteja a minha família e só os leve quando for mesmo a hora.



quarta-feira, 30 de março de 2016

Renascer

Quero fazer renascer este blogue.
Tenho vindo a perder as coisas de que gosto, para fazer aquilo que é preciso, ou aquilo que os outros querem que eu faça, mas penso muitas vezes no meu blog e nas saudades que tenho de ter o meu espaço para escrever, para colocar uma imagem, algo que sou eu que estou a criar e não tipo uma páginas de facebook.
Vou tentar fazer renascer este espaço porque não o quero perder.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Árvore de Natal

Este ano a retirada das decorações de Natal são às prestações.
Primeiro foram as decorações da mobília, depois foram as decorações da árvore e depois...bem depois não foi mais nada porque ainda lá está a árvore.
Talvez porque o meu filho este ano deu tanta importância à árvore de natal e às luzes que vou tirando as coisas aos poucos para o choque ser menor.
Portanto, tenho lá uma árvore branca ao canto da sala à espera de ser desmanchada.

Dia blhé...

Às vezes temos dias assim. Blhé.
Não estamos tristes.
Não nos apetece chorar.
Não nos doi nada.

Apenas estamos... Blhé.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cheiros e Memórias

Recentemente comprei para o meu Abel um chá da Nutribén, para diliuir na água, uma vez que o menino não gosta de água porque não sabe a nada, quando abri a tampa vi que o conteúdo era um granulado e ao cheirar, reconheci o cheiro como sendo familiar, "mas eu nunca me lembro de ter bebido isto", pensei, "talvez tivesse sido o meu irmão a tomar disto". Cada vez que cheirava aquele chá e ouvia o chocalhar do granulado dentro da lata, mais familiar me parecia, mas recordações concretas, nada.  Para tirar as dúvidas perguntei à minha mãe se conhecia aquilo, ela sorriu e disse "Tu bebias disto quando eras pequenina".
Fiquei esclarecida.
Nem sempre as memórias são visuais, eu não me lembrava de ter bebido daquele chá talvez porque era muito pequena, mas a memória olfactiva ficou, e passado, talvez 26 ou 27 anos ao voltar a sentir aquele cheiro desencadeei novamente essa memória. É giro ver como o cérebro funciona.
Como será agora com o meu Abel? Será que daqui a 25 ou 30 anos este cheiro também fará parte das suas memórias, ou serão outras coisas, como o cheiro do meu perfume ou o som específico de algum brinquedo?
Que eu possa estar cá para o esclarecer, como a minha mãe me esclareceu a mim.

Tradução: "O olfacto está ligado a uma parte do cérebro que também controla as emoções e as memórias. Por este motivo é frequente cheiros desencadearem fortes memórias."

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Anúncios de emprego

Em todos os sites de ofertas de emprego as características dos anúncios são idênticas em quase todos. São poucos os anúncios que dizem exactamente qual vai ser o salário base. Na minha opinião isso não se justifica, no meu caso eu quero saber o ordenado para saber se me compensa por aquele valor ir trabalhar para aquela empresa que fica a 20km de casa, é que andar a trabalhar e não ter dinheiro suficiente para cobrir as despesas e ainda ter que por mais algum é andar a pagar para trabalhar. De certeza que para muitas pessoas esse emprego vai ficar a 10 ou 15 min de viagem e nesse caso, já se consegue fazer frente ás despesas. Parece que há um certo tabu em dizer ás pessoas quanto é que vão ganhar se aceitarem aquele emprego.
Outra coisa que nem sempre dizem é o horário, muitas empresas ao dizerem que é num centro comercial já sabemos à partida que são horários e folgas rotativas, mas noutras profissões convinha saber, por exemplo, se é para entrar às 8h ou ás 9h, é que eu posso estar a candidatar-me a um anúncio a pensar que vou começar às 9h e depois dizem que é para entrar às 8h e eu vou de transportes e não tenho forma de lá estar a essa hora, então tenho de pedir outro horário ou então a empresa escolhe alguém que possa fazer aquele horário.
Uma breve descrição das funções a desempenhar também se agradecia. É que na ausência destes pormenores o que vai acontecer é que vão receber demasiados currículos, vão chamar pessoas para a entrevista, que depois de saber as condições se calhar muitas vão rejeitar, pelos motivos que mencionei ou por outros. Quando mais pormenores tiver um anúncio, mais direcionados vão ser os perfis das pessoas que estão a concorrer.
Será que só eu é que penso assim?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Filhos. Os nossos bebés.

Já a minha mãe diz: "Tu para mim és sempre pequenina.". Hoje que sou mãe entendo perfeitamente. Mas porque é que achamos que os nossos filhos são sempre bebés? Será porque é a altura mais gira em que achamos piada a tudo (mesmo que por fora a nossa cara seja de pânico) mesmo quando dizem a primeira asneira ou quando escrevem no sofá? O meu Isaac está quase com três anos, eu olho para ele a brincar e acho-o tão pequenino, tão giro, tão fofo, só me apetece agarrá-lo. Mas quando ele está a dormir, acho-o enorme, eu sei que as crianças crescem enquanto dormem, mas será que é logo que fecham os olhos e começam a sonhar? Porque é que quando ele está deitado eu o acho tão grande? Ele para mim ainda é um bebé, mas à medida que o vejo a fazer coisas novas e de menino crescido apercebo-me que já ele já não é bebé.

Ai, ai... as mães são mesmo piegas.
Depois de apanhar o meu boião de creme

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Saudades...

...da antiga casa da minha tia, que ficava colada à minha.
Subíamos de lado dois degraus de pedra para a entrada. Aquele sofá vermelho velhinho, à direita a cozinha, com a janela que dava para a rua, parecia-me tão grande aquela cozinha, se calhar porque eu era pequena, ou então porque nunca tinha estado em sítios maiores, ou talvez porque a cozinha tinha pouca coisa, aliás era só usada para passar uns dias no verão, e a maioria das refeições, incluindo o pequeno almoço, eram feitas na minha casa, quer dizer, na casa dos meus pais. Ao fundo da cozinha havia aquele forno, ou lareira grande, nunca percebi bem o que era, porque também nunca o vi a ser usado e como era um bocado escuro tinha um pouco de medo de lá andar, e lá estava sempre aquela bicicleta cor de laranja a motor. E ainda havia a porta que dava para o pátio dos fundos, com o chão em pedra e cheio de ervas e com a "casita" com a pia. Do terraço da casa dos meus pais via-se este pátio, ainda hoje se vê, e até dá para saltar lá para baixo.
Da sala havia uma porta de madeira, acho que em azul, que estava sempre aberta, com as escadas lá para cima. Havia um degrau que não se podia pisar porque estava partido, mas ninguém se importava. Como eram giros os quartos lá em cima, haviam duas portas que davam para o mesmo quarto, podíamos andar ás voltas. . Por detrás da minha cama batíamos na parede e ouvia-se do outro lado, num dos quartos, Era uma das paredes partilhadas.
Todos gostavam de ir para casa da Tia Bé, todos morávamos ali perto, era giro brincar lá e irmos todos juntos para a praia, aquele chão de pedra, a falta de coisas que costuma haver numa casa normal, o Dinky, acho que isso tudo fazia dessa casa a casa perfeita para se brincar porque era diferente das nossas e porque estávamos com o único primo que não morava perto, o primo mais velho, mas que brincava com todos como se fosse da nossa idade.
O tempo passa e agora os primos já são adultos e já não moram todos perto, o Dinky já não cá está, o chão de madeira começou a apodrecer e deixou de ficar seguro ir lá a cima, já não dá para passar sem uma casa de banho ou uma cozinha com as comodidades básicas. Agora é uma casa nova, bonita, com outras memórias e personagens.

É bom recordar.
O sofá vermelho