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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Filhos. Os nossos bebés.

Já a minha mãe diz: "Tu para mim és sempre pequenina.". Hoje que sou mãe entendo perfeitamente. Mas porque é que achamos que os nossos filhos são sempre bebés? Será porque é a altura mais gira em que achamos piada a tudo (mesmo que por fora a nossa cara seja de pânico) mesmo quando dizem a primeira asneira ou quando escrevem no sofá? O meu Isaac está quase com três anos, eu olho para ele a brincar e acho-o tão pequenino, tão giro, tão fofo, só me apetece agarrá-lo. Mas quando ele está a dormir, acho-o enorme, eu sei que as crianças crescem enquanto dormem, mas será que é logo que fecham os olhos e começam a sonhar? Porque é que quando ele está deitado eu o acho tão grande? Ele para mim ainda é um bebé, mas à medida que o vejo a fazer coisas novas e de menino crescido apercebo-me que já ele já não é bebé.

Ai, ai... as mães são mesmo piegas.
Depois de apanhar o meu boião de creme

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Saudades...

...da antiga casa da minha tia, que ficava colada à minha.
Subíamos de lado dois degraus de pedra para a entrada. Aquele sofá vermelho velhinho, à direita a cozinha, com a janela que dava para a rua, parecia-me tão grande aquela cozinha, se calhar porque eu era pequena, ou então porque nunca tinha estado em sítios maiores, ou talvez porque a cozinha tinha pouca coisa, aliás era só usada para passar uns dias no verão, e a maioria das refeições, incluindo o pequeno almoço, eram feitas na minha casa, quer dizer, na casa dos meus pais. Ao fundo da cozinha havia aquele forno, ou lareira grande, nunca percebi bem o que era, porque também nunca o vi a ser usado e como era um bocado escuro tinha um pouco de medo de lá andar, e lá estava sempre aquela bicicleta cor de laranja a motor. E ainda havia a porta que dava para o pátio dos fundos, com o chão em pedra e cheio de ervas e com a "casita" com a pia. Do terraço da casa dos meus pais via-se este pátio, ainda hoje se vê, e até dá para saltar lá para baixo.
Da sala havia uma porta de madeira, acho que em azul, que estava sempre aberta, com as escadas lá para cima. Havia um degrau que não se podia pisar porque estava partido, mas ninguém se importava. Como eram giros os quartos lá em cima, haviam duas portas que davam para o mesmo quarto, podíamos andar ás voltas. . Por detrás da minha cama batíamos na parede e ouvia-se do outro lado, num dos quartos, Era uma das paredes partilhadas.
Todos gostavam de ir para casa da Tia Bé, todos morávamos ali perto, era giro brincar lá e irmos todos juntos para a praia, aquele chão de pedra, a falta de coisas que costuma haver numa casa normal, o Dinky, acho que isso tudo fazia dessa casa a casa perfeita para se brincar porque era diferente das nossas e porque estávamos com o único primo que não morava perto, o primo mais velho, mas que brincava com todos como se fosse da nossa idade.
O tempo passa e agora os primos já são adultos e já não moram todos perto, o Dinky já não cá está, o chão de madeira começou a apodrecer e deixou de ficar seguro ir lá a cima, já não dá para passar sem uma casa de banho ou uma cozinha com as comodidades básicas. Agora é uma casa nova, bonita, com outras memórias e personagens.

É bom recordar.
O sofá vermelho

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Esperança

Esperança de que tudo vai ficar melhor
Esperança de uma brisa nova e fresca
Esperança de uma nova aprendizagem

Esperança.

Sem ela nada conseguimos alcançar.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Coisas de mãe II

Quando eles estão bem ensinados não precisam de falar muito, basta saberem dizer as palavras certas. Como por exemplo:

- Quem é linda?
R: "A mãe"

- Quem é fofinha?
R: " A mãe"

- Quem é amiga?
R: "A mãe"

Haverá mais alguma coisa que seja preciso perguntar?

Coisas de mãe I

Frases que só fazem sentido na cabeça de uma mãe: "Oh Isaac, porque é que tá uma ovelha e um mata moscas na cozinha?"


Coisas de grávida

Percebemos que estamos a chegar ao fim da gravidez quando ao tentar apertar o único botão do casaco, ficamos com ele na mão...


terça-feira, 18 de março de 2014

O calendário repete-se

Sabiam que este ano estamos a "usar" o mesmo calendário de 1986?
28 anos depois a história dos dias é a mesma.
O mais bonito é saber que o meu filho Isaac nasceu no "mesmo ano" que eu, pelo menos o calendário era igual. :)


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Compras no supermercado

Apesar de estarmos em época natalícia, as pessoas têm que continuar a fazer as compras normasi de supermercado, como frutas, carne, higiene, etc. mas nesta altura as coisas estão um bocadinho dificultadas porque os artigos que normalmente deviam estar nas prateleiras do costume foram substituídos por packs de Natal com produtos de higiene e maquilhagem e acessórios, então e para onde foram as outras coisas? Pois, foram encafuadas junto a outros produtos, que mesmo que tenha lógica lá estarem obrigam-nos a correr os corredores todos e no final ainda ter que perguntar a alguém da loja: "Mas afinal onde é que está?"
Portanto ir às compras nesta altura demora mais tempo e é preciso mais paciência.


Lalaloopsys

Será que eu sou a única que acho estas bonecas assustadoras? Elas não têm olhos, têm botões, é como se lhes tivessem tirado a capacidade de ver e de serem expressivas. Fui eu a única a ver o filme da Coraline? Não gosto destas bonecas!


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Saloia em terras do Marquês

Isto de ir às terras da nossa capital de transportes públicos já não é como era dantes, se nos enganássemos podíamos voltar atrás e voltar a entrar na estação, sem problema nenhum e sem ter que ir fazer o choradinho ao segurança a dizer que nos enganámos, e depois de ouvir a história de que "isto aqui é muito perigoso para andar sozinha, de onde é que é, e o que é que anda a fazer para estes lados" lá avivei a memória. Avivei a memória e esvaziei a carteira que os transportes públicos são um luxo, "ah, vamos lá andar todos de transportes públicos para proteger o ambiente e reduzir as emissões de CO2" mas o que não dizem é quanto é que custa proteger o ambiente. Outra coisa que não faço é pagar para usar a casa de banho de uma estação, 0,50E para esvaziar a bexiga? Então mas eu tenho escolha? Será que urinar agora também é um luxo e as casas de banho públicas são um privilégio?
 Depois de ter perdido o comboio à minha frente e deliberadamente ter deixado escapar o metro, cheguei à zona onde está o centro comercial mais antigo do país, mas que nunca lá tinha posto os pés. Só é preciso treino para andar nestas avarias e já lá vai o tempo em que andava por Lisboa sem me sentir confusa.