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segunda-feira, 17 de março de 2008

Pintas, pintas, pintas

No filme dos 101 Dálmatas, feito em 1961, quando ainda não haviam computadores para ajudar a fazer os filmes de desenhos animados, a equipa de animadores do Walt Disney teve de desenhar seis milhões, quatrocentas e sessenta e nove mil, novecentas e cinquenta e duas pintas correspondentes aos 101 cães. O cão, Pongo, tem 72 pintas, a cadela, Pepita, 68 e cada um dos 99 cachorrinhos 32 pintas. O filme tem 77 minutos, dái o número elevado de pintas!


domingo, 9 de março de 2008

Toca do Javali

Na passada 3ªF, dia 4 de Março de 2008, fui a um restuarante muito interessante. "A Toca do Javali", um recatado restaurante em S. Pedro de Sintra, muito acolhedor. Assim que eu e a minha cara metade entramos, deram-nos uma mesa a escolher e, talvez seja impressão minha, mas tive a ideia de que fomos rodeados por três empregados, um que tirou os pratos a mais da mesa, o outro que acendeu a vela do candeeiro e ainda outro que ajeitou a mesa adjacente à nossa que servia de apoio. Parece um daqueles restaurantes que se vêm nos filmes quando o galã vai fazer uma proposta de casamento à amada. O ambiente não podia ter sido mais bem escolhido, só mesmo se reservássemos o restaurante, pois tivemos sozinhos o tempo todo, com o mesmo empregado a servir-nos (que segundo percebemos era o dono).


A especialidade são os pratos de javali e veado, mas também têm outros pratos igualmente bons. As doses são relativamente pequenas, mas enchem bastante e a acompanhar têm molhos diferentes... Este restaurante tem uma particularidade, à excepção do queijo e da manteiga (que não lhes é permitido fazer) tudo o resto é feito por eles, desde as entradas, (um paté de aves delicioso, mesmo para quem não aprecia patés), o pão e acabando nas sobremesas, que não são aqueles típicos doces e gelados da Olá, mas são tudo sobremesas caseiras e deliciosas!


O preço confesso que não é muito convidativo, duas pessoas foi 50€, mas aconselho em ir, num dia ou ocasião especial, e vale a pena todo o dinheiro que lá se deixa. Não é o típico restaurante para ir com os amigos, é algo muito recatado, para quem aprecia boa comida, bom serviço e um ambiente sossegado.


Aconselho.


Morada:

Toca do Javali

Rua 1º Dezembro, 16 B

São Pedro de Sintra

Sintra



Telefone: 21 923 35 03


Refeições Diárias

De acordo com a minha sondagem, sobre o número de refeições diárias, das quinze pessoas que votaram oito delas fazem quatro refeições diárias, o que é bastante saudável, resta agora saber o que comem em cada uma dessas refeições e em que quantidade. No entanto, é interessante saber que a maioria dos leitores do meu blog preocupa-se em fazer várias refeições por dia como um hábito saudável.


A todos o meu obrigado por terem participado. Brevemente colocarei uma nova sondagem para participarem novamente!

segunda-feira, 3 de março de 2008

A água tem ou não tem sabor?

Por vezes quando bebemos água da torneira notamos que sabe a ferro ou a lixívia e não gostamos. Porque uma água normal, à partida, não tem sabor. Mas será que não tem mesmo? Então porque é que conseguimos distinguir as águas umas das outras? Porque é que a água engarrafada não é toda igual? Não é só por causa da maciez, ou de estar ou não tratada, mas tem também a ver com a quantidade de componentes em cada água que a torna distinguível por pessoas com um paladar mais apurado. Quando dizemos: “este sumo está muito aguado”, quer dizer que o sabor da água prevalece ao do sumo, ou quer dizer que “quase não tem sabor”, mas é verdade é que entre todas as bebidas que conhecemos conseguimos distingui-las pelo seu sabor, e se provarmos água também reconhecemos o que é então, é porque a água tem sabor, mas esse sabor não se pode comparar com mais nada, porque é água! Apenas conseguimos comparar outras bebidas com água, porque têm pouco sabor de uma outra substância que conhecemos. Por isso segundo o meu raciocínio... A ÁGUA TEM SABOR!

Sabiam que...

A madeira dos paus de gelado é feita de faia, porque esta madeira além de barata não tem sabor, daí utilizada pela indústria alimentar.
Curioso...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Índio e a Árvore

Era uma vez uma árvore, que, quando deu conta da sua existência era uma pequena sequóia com semanas de vida, numa floresta com árvores gigantescas, que já lá viviam à centenas de anos, eram tão grandes e altas que pareciam tocar o céu. “Um dia também vou ser assim, vou tocar no céu e ser maior que todas estas árvores!” pensou a pequena sequóia. Este era o seu maior desejo, a única coisa que a sua visão lhe permitia contemplar, eram as sombras das outras árvores, alguns feixes de luz que se escapavam por entre as ramagens e a margem do lago. “Este lago é especial” dizia a pequena árvore. Dizia isto sem saber quão especial era o lago ou o que lhe poderia trazer de bom, e assim a sequóia continuava a sonhar com o seu futuro.

Os dias passaram, seguidos de meses e anos. Os anos foram tão longos que fizeram séculos. Neste recanto secreto da floresta as coisas permaneciam iguais. O lago continuava com a sua aparência ‘especial’, e as árvores gigantescas permaneciam no mesmo sítio, com as suas majestosas dimensões inalteradas. Apenas uma coisa estava diferente. A pequena sequóia, já não era pequena, tinha crescido, e cresceu tanto, mas tanto que ficou maior que todas as árvores da floresta. Tal como era o seu desejo. Até então, esta, agora majestosa árvore, nunca tinha podido contemplar a beleza do seu lago que considerava tão especial. E era de facto especial. Tinha uma presença misteriosa, muita vegetação densa ao seu redor, e a sua água uns tons de azul, verde e com uns toques de negro que se misturavam na perfeição.

Um dia na calmaria dos momentos que se passavam naquela floresta, apareceu um pequeno menino índio na sua canoa. O menino parecia estar perdido e ao mesmo tempo maravilhado com aquele recanto da floresta que tinha acabado de descobrir. Ao chegar à margem, explorou com o seu olhar a vegetação que o cercava, e passeou-se entre as árvores até ir de encontro à maior árvore da floresta. O pequeno índio parecia ainda mais pequeno na presença de uma árvore tão grande. “Tu és a maior árvore desta floresta.” Disse o índio à árvore. “O meu nome é Tupi. E eu quero que tu sejas a minha árvore ‘especial’! Mas para isso precisas de ter um nome. Deixa cá ver... Já sei! Vais ser a árvore Kapi!”” Ao ouvir isto a árvore agitou levemente a sua folhagem, como que maravilhada com tal criatura e com o facto de querer ser seu amigo, e melhor ainda, agora ela tinha um nome, o que a tornava única em relação às outras árvores da sua espécie. “Andei a passear de canoa e acho que me perdi, por isso vou tentar subir até ao teu topo, para poder ver o caminho de volta. Mas ainda bem que me perdi, porque assim encontrei-te!” Palavras doces para esta árvore centenária agora com nome. No entanto estava um pouco receosa ao saber que Tupi queria subir por ela. Nunca ninguém, nem nenhum animal, alguma vez tinha tentado tal coisa. Mas este ágil índio, sem medo algum das alturas, conseguiu fazê-lo com uma estranha facilidade. Ao chegar a um galho bem alto, pode ver todo o lago e o caminho por onde tinha vindo. “Já sei por onde tenho de ir, daqui vê-se o caminho de regresso. Obrigado Kapi, agora tenho de ir antes que fique de noite e fiquem preocupados comigo lá na aldeia, mas amanha volto para te visitar.” E com a mesma facilidade com que subiu assim desceu. Naquele momento aquela árvore desejou falar, para poder agradecer a Tupi e ao lago por aquele dia tão especial.

No dia seguinte, lá estava outra vez o pequeno índio brincalhão. Mas desta vez não subiu até ao topo, ficou a brincar e a correr ao redor da árvore e falou, falou, falou, falou tudo o que quis e disse tudo o que lhe vinha à cabeça. Kapi tinha-se tornado a sua nova confidente. Os dias foram-se passando nesta rotina, e embora a árvore se mantivesse na mesma, o passar dos anos faziam-se notar em Tupi, que já não tinha aparência de criança, mas era agora um jovem índio adulto, robusto e cheio de força e vitalidade. Mas o seu carinho por Kapi mantinha-se, bem como as visitas diárias. Um dia o jovem índio trouxe outra pessoa consigo, era uma criança recém nascida. O primeiro filho de Tupi. Naquele momento a árvore sentiu-se pequena, como tinha sido nos seus primeiros dias de vida, ao contemplar aquela pequena criatura. A partir daquele momento Tupi tinha iniciado uma tradição secreta que apenas seria revelado ao primeiro filho que nascesse de cada casal da sua descendência. Assim, Kapi viu passar diante de si vários descendentes de Tupi, todos eles com a vitalidade do seu antepassado e com o carinho especial pela natureza e por Kapi.

Este era, e seria sempre, o segredo mais bem guardado entre os humanos e uma árvore.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Os nomes dos dedos

Todos nós sabemos os nomes dos dedos da nossa mão. Mínimo, anelar, médio, indicador e polegar. Mas existe uma "brincadeira" muito mais gira para sabermos o nome deles! Talvez já conheçam...

(a contar da esquerda para a direita)


"Dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolos e mata piolhos."




a

a

a


Curioso...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

As frases que ficaram do secundário

"O Amor é uma panela, o Amor é uma colher de pau, o Amor é uma mistura de batatas com bacalhau."


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sabiam que...

Ter filhos antes dos 25 anos é um factor de protecção contra o cancro da mama.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Oh tempo não fujas...

O Tempo tem medo

Todos nós já notamos que o tempo ultimamente parece que passa mais rápido, mas ninguém sabe explicar porquê. O motivo é simples. O Tempo está com medo. Medo de quê? Perguntam vocês. Bem, vamos ler a história.

Desde que o mundo existe e foi feito, que existe o dia e a noite, salvo excepções, como nos pólos, o dia começa com sol, e acaba com a noite e com a luz da lua e das estrelas. Este fenómeno acontece vez após vez e tem a duração de 24 horas.
Desde sempre o Tempo presenciou todo o tipo de pessoas e povos, as suas lutas, ambições, medos, tristezas e alegrias. Durante séculos e séculos, houveram mortes, desastres naturais, catástrofes, pessoas medonhas e toda a espécie de desgraças. Mas também houveram muitas alegrias, novos nascimentos, grandes amores e amizades, actos de heroísmo e várias demonstrações de compaixão e respeito pela vida humana. No entanto à medida que o tempo passava pelas pessoas e pelos acontecimentos, a população, de um modo geral, começava a perder as alegrias, que davam lugar a tristezas, os actos de heroísmo passavam a ser actos de cobardia, vandalismo e desrespeito pela vida humana. Os amores e as amizades tornavam-se fúteis e com prazo curto. As guerras estavam a ser cada vez mais violentas e o medo estava presente na face de toda a população mundial. O Tempo nunca tinha presenciado nada tão intensivo, como estas constantes desgraças que se sucediam a um ritmo alucinante e que pareciam não ter fim. Até a Natureza parecia estar revoltada com a humanidade, e soltava os vulcões com toda a sua cólera, as ondas do mar agitavam-se de forma sobrenatural e os ventos sopravam com uma fúria incontrolável. O que se estava a passar? Pensou o Tempo. Ao aperceber-se de todas estas coisas, o Tempo começou a ficar com medo e quis fugir. Mas fugir para onde? Ele era o Tempo, ele ia existir sempre, ele era um elemento eterno. Então, arranjou uma solução. Ele pensou em encurtar os dias, não no número de horas, mas na velocidade com que passavam. Isto tinha de ser feito de forma muito subtil para que não fosse descoberto, e uma vez que o fizesse não podia voltar ao ritmo anterior. Então, gradualmente, o Tempo foi fazendo com as noites passassem mais depressa, e assim os criminosos que atacavam de noite, teriam esse tempo encurtado. Os dias também seriam mais reduzidos. Os estudantes e os trabalhadores teriam as suas vidas facilitadas pois no fim do dia estariam menos cansados. Tudo parecia estar bem, até ao momento em que as pessoas se começaram a aperceber de que já não descansavam tanto de noite, acordavam no dia seguinte ainda cansadas e não conseguiam acabar todo o trabalho que tinham até ao final do dia, muitas vezes até tinham de fazer horas extra, sem serem remunerados. Os estudantes queixavam-se de que já não tinham tempo para acabar os testes e tinham que fazem noitadas de estudo, porque o tempo que tinham de dia não era suficiente. Os criminosos estenderam a sua actividade também para o dia, e só se ouviam queixas do género “Eu agora não tenho tempo para nada!” O Tempo tinha sido descoberto, mas ninguém sabia porquê.
O Tempo estava com compaixão pela vida humana, e quis acelerar os seus dias de vida para não os ver a sofrer, mas as pessoas cada vez sofriam mais e a um ritmo mais acelerado, porque o Tempo assim o fez, na esperança de que estivesse a fazer algo bom.

O que o Tempo fez é irreversível e resta-nos viver com isso e saber usufruir das nossas 24 horas que agora estão mais aceleradas. Vivam cada dia com força e entusiasmo, porque um dia acordamos, vemo-nos ao espelho e já não conseguimos apagar as rugas da nossa velhice.