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domingo, 9 de março de 2008

Refeições Diárias

De acordo com a minha sondagem, sobre o número de refeições diárias, das quinze pessoas que votaram oito delas fazem quatro refeições diárias, o que é bastante saudável, resta agora saber o que comem em cada uma dessas refeições e em que quantidade. No entanto, é interessante saber que a maioria dos leitores do meu blog preocupa-se em fazer várias refeições por dia como um hábito saudável.


A todos o meu obrigado por terem participado. Brevemente colocarei uma nova sondagem para participarem novamente!

segunda-feira, 3 de março de 2008

A água tem ou não tem sabor?

Por vezes quando bebemos água da torneira notamos que sabe a ferro ou a lixívia e não gostamos. Porque uma água normal, à partida, não tem sabor. Mas será que não tem mesmo? Então porque é que conseguimos distinguir as águas umas das outras? Porque é que a água engarrafada não é toda igual? Não é só por causa da maciez, ou de estar ou não tratada, mas tem também a ver com a quantidade de componentes em cada água que a torna distinguível por pessoas com um paladar mais apurado. Quando dizemos: “este sumo está muito aguado”, quer dizer que o sabor da água prevalece ao do sumo, ou quer dizer que “quase não tem sabor”, mas é verdade é que entre todas as bebidas que conhecemos conseguimos distingui-las pelo seu sabor, e se provarmos água também reconhecemos o que é então, é porque a água tem sabor, mas esse sabor não se pode comparar com mais nada, porque é água! Apenas conseguimos comparar outras bebidas com água, porque têm pouco sabor de uma outra substância que conhecemos. Por isso segundo o meu raciocínio... A ÁGUA TEM SABOR!

Sabiam que...

A madeira dos paus de gelado é feita de faia, porque esta madeira além de barata não tem sabor, daí utilizada pela indústria alimentar.
Curioso...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Índio e a Árvore

Era uma vez uma árvore, que, quando deu conta da sua existência era uma pequena sequóia com semanas de vida, numa floresta com árvores gigantescas, que já lá viviam à centenas de anos, eram tão grandes e altas que pareciam tocar o céu. “Um dia também vou ser assim, vou tocar no céu e ser maior que todas estas árvores!” pensou a pequena sequóia. Este era o seu maior desejo, a única coisa que a sua visão lhe permitia contemplar, eram as sombras das outras árvores, alguns feixes de luz que se escapavam por entre as ramagens e a margem do lago. “Este lago é especial” dizia a pequena árvore. Dizia isto sem saber quão especial era o lago ou o que lhe poderia trazer de bom, e assim a sequóia continuava a sonhar com o seu futuro.

Os dias passaram, seguidos de meses e anos. Os anos foram tão longos que fizeram séculos. Neste recanto secreto da floresta as coisas permaneciam iguais. O lago continuava com a sua aparência ‘especial’, e as árvores gigantescas permaneciam no mesmo sítio, com as suas majestosas dimensões inalteradas. Apenas uma coisa estava diferente. A pequena sequóia, já não era pequena, tinha crescido, e cresceu tanto, mas tanto que ficou maior que todas as árvores da floresta. Tal como era o seu desejo. Até então, esta, agora majestosa árvore, nunca tinha podido contemplar a beleza do seu lago que considerava tão especial. E era de facto especial. Tinha uma presença misteriosa, muita vegetação densa ao seu redor, e a sua água uns tons de azul, verde e com uns toques de negro que se misturavam na perfeição.

Um dia na calmaria dos momentos que se passavam naquela floresta, apareceu um pequeno menino índio na sua canoa. O menino parecia estar perdido e ao mesmo tempo maravilhado com aquele recanto da floresta que tinha acabado de descobrir. Ao chegar à margem, explorou com o seu olhar a vegetação que o cercava, e passeou-se entre as árvores até ir de encontro à maior árvore da floresta. O pequeno índio parecia ainda mais pequeno na presença de uma árvore tão grande. “Tu és a maior árvore desta floresta.” Disse o índio à árvore. “O meu nome é Tupi. E eu quero que tu sejas a minha árvore ‘especial’! Mas para isso precisas de ter um nome. Deixa cá ver... Já sei! Vais ser a árvore Kapi!”” Ao ouvir isto a árvore agitou levemente a sua folhagem, como que maravilhada com tal criatura e com o facto de querer ser seu amigo, e melhor ainda, agora ela tinha um nome, o que a tornava única em relação às outras árvores da sua espécie. “Andei a passear de canoa e acho que me perdi, por isso vou tentar subir até ao teu topo, para poder ver o caminho de volta. Mas ainda bem que me perdi, porque assim encontrei-te!” Palavras doces para esta árvore centenária agora com nome. No entanto estava um pouco receosa ao saber que Tupi queria subir por ela. Nunca ninguém, nem nenhum animal, alguma vez tinha tentado tal coisa. Mas este ágil índio, sem medo algum das alturas, conseguiu fazê-lo com uma estranha facilidade. Ao chegar a um galho bem alto, pode ver todo o lago e o caminho por onde tinha vindo. “Já sei por onde tenho de ir, daqui vê-se o caminho de regresso. Obrigado Kapi, agora tenho de ir antes que fique de noite e fiquem preocupados comigo lá na aldeia, mas amanha volto para te visitar.” E com a mesma facilidade com que subiu assim desceu. Naquele momento aquela árvore desejou falar, para poder agradecer a Tupi e ao lago por aquele dia tão especial.

No dia seguinte, lá estava outra vez o pequeno índio brincalhão. Mas desta vez não subiu até ao topo, ficou a brincar e a correr ao redor da árvore e falou, falou, falou, falou tudo o que quis e disse tudo o que lhe vinha à cabeça. Kapi tinha-se tornado a sua nova confidente. Os dias foram-se passando nesta rotina, e embora a árvore se mantivesse na mesma, o passar dos anos faziam-se notar em Tupi, que já não tinha aparência de criança, mas era agora um jovem índio adulto, robusto e cheio de força e vitalidade. Mas o seu carinho por Kapi mantinha-se, bem como as visitas diárias. Um dia o jovem índio trouxe outra pessoa consigo, era uma criança recém nascida. O primeiro filho de Tupi. Naquele momento a árvore sentiu-se pequena, como tinha sido nos seus primeiros dias de vida, ao contemplar aquela pequena criatura. A partir daquele momento Tupi tinha iniciado uma tradição secreta que apenas seria revelado ao primeiro filho que nascesse de cada casal da sua descendência. Assim, Kapi viu passar diante de si vários descendentes de Tupi, todos eles com a vitalidade do seu antepassado e com o carinho especial pela natureza e por Kapi.

Este era, e seria sempre, o segredo mais bem guardado entre os humanos e uma árvore.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Os nomes dos dedos

Todos nós sabemos os nomes dos dedos da nossa mão. Mínimo, anelar, médio, indicador e polegar. Mas existe uma "brincadeira" muito mais gira para sabermos o nome deles! Talvez já conheçam...

(a contar da esquerda para a direita)


"Dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolos e mata piolhos."




a

a

a


Curioso...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

As frases que ficaram do secundário

"O Amor é uma panela, o Amor é uma colher de pau, o Amor é uma mistura de batatas com bacalhau."


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sabiam que...

Ter filhos antes dos 25 anos é um factor de protecção contra o cancro da mama.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Oh tempo não fujas...

O Tempo tem medo

Todos nós já notamos que o tempo ultimamente parece que passa mais rápido, mas ninguém sabe explicar porquê. O motivo é simples. O Tempo está com medo. Medo de quê? Perguntam vocês. Bem, vamos ler a história.

Desde que o mundo existe e foi feito, que existe o dia e a noite, salvo excepções, como nos pólos, o dia começa com sol, e acaba com a noite e com a luz da lua e das estrelas. Este fenómeno acontece vez após vez e tem a duração de 24 horas.
Desde sempre o Tempo presenciou todo o tipo de pessoas e povos, as suas lutas, ambições, medos, tristezas e alegrias. Durante séculos e séculos, houveram mortes, desastres naturais, catástrofes, pessoas medonhas e toda a espécie de desgraças. Mas também houveram muitas alegrias, novos nascimentos, grandes amores e amizades, actos de heroísmo e várias demonstrações de compaixão e respeito pela vida humana. No entanto à medida que o tempo passava pelas pessoas e pelos acontecimentos, a população, de um modo geral, começava a perder as alegrias, que davam lugar a tristezas, os actos de heroísmo passavam a ser actos de cobardia, vandalismo e desrespeito pela vida humana. Os amores e as amizades tornavam-se fúteis e com prazo curto. As guerras estavam a ser cada vez mais violentas e o medo estava presente na face de toda a população mundial. O Tempo nunca tinha presenciado nada tão intensivo, como estas constantes desgraças que se sucediam a um ritmo alucinante e que pareciam não ter fim. Até a Natureza parecia estar revoltada com a humanidade, e soltava os vulcões com toda a sua cólera, as ondas do mar agitavam-se de forma sobrenatural e os ventos sopravam com uma fúria incontrolável. O que se estava a passar? Pensou o Tempo. Ao aperceber-se de todas estas coisas, o Tempo começou a ficar com medo e quis fugir. Mas fugir para onde? Ele era o Tempo, ele ia existir sempre, ele era um elemento eterno. Então, arranjou uma solução. Ele pensou em encurtar os dias, não no número de horas, mas na velocidade com que passavam. Isto tinha de ser feito de forma muito subtil para que não fosse descoberto, e uma vez que o fizesse não podia voltar ao ritmo anterior. Então, gradualmente, o Tempo foi fazendo com as noites passassem mais depressa, e assim os criminosos que atacavam de noite, teriam esse tempo encurtado. Os dias também seriam mais reduzidos. Os estudantes e os trabalhadores teriam as suas vidas facilitadas pois no fim do dia estariam menos cansados. Tudo parecia estar bem, até ao momento em que as pessoas se começaram a aperceber de que já não descansavam tanto de noite, acordavam no dia seguinte ainda cansadas e não conseguiam acabar todo o trabalho que tinham até ao final do dia, muitas vezes até tinham de fazer horas extra, sem serem remunerados. Os estudantes queixavam-se de que já não tinham tempo para acabar os testes e tinham que fazem noitadas de estudo, porque o tempo que tinham de dia não era suficiente. Os criminosos estenderam a sua actividade também para o dia, e só se ouviam queixas do género “Eu agora não tenho tempo para nada!” O Tempo tinha sido descoberto, mas ninguém sabia porquê.
O Tempo estava com compaixão pela vida humana, e quis acelerar os seus dias de vida para não os ver a sofrer, mas as pessoas cada vez sofriam mais e a um ritmo mais acelerado, porque o Tempo assim o fez, na esperança de que estivesse a fazer algo bom.

O que o Tempo fez é irreversível e resta-nos viver com isso e saber usufruir das nossas 24 horas que agora estão mais aceleradas. Vivam cada dia com força e entusiasmo, porque um dia acordamos, vemo-nos ao espelho e já não conseguimos apagar as rugas da nossa velhice.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

E Viva o Verão!

Segundo a minha sondagem, feita través deste blog, a maioria das pessoas continua a preferir o Verão com a estação preferida. talvez porque associamos o Verão a férias, praia, sol, calor e momentos de descontração. Em segundo lugar vem a Primavera, uma época com menos calor, e portanto com uma temperatura mais suportável, excepto para quem tem alergias. Com a medalha de bronze ficou o Inverno. Ainda há bastante gente, que prefere as lareiras, as roupas quentinhas e os ambiente acolhedores. Com apenas dois pontos ficou o Outono, porque será? Será por causa das alergias e da queda da folha, que nos faz sentir tristes? É também sinal de que o verão acabou, talvez seja por isso...

É curioso pensar nisto...


Deixem o vosso comentário e expliquem quais os motivos que vos fazem escolher a vossa estação preferida.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Memórias de uma moeda de 200$


Olá. O meu nome é 200$, fui feita em 1996 com as minhas milhares de irmãs na Casa da Moeda. Sou a moeda Portuguesa de maior valor e andei em circulação durante cinco anos. Quando era nova e brilhante todos me queriam ver e tocar, em bolsos de seda andei e com outras moedas valiosas brinquei, e as mais velhas avisavam-me: “O país podes vir a percorrer e uma vida cansativa vais ter!”. Conversas tolas às quais eu não ligava, até ao dia em que do meu primeiro dono me separei. Juntamente com algumas companheiras fui posta num pratinho e aí me deixaram sem saber onde estava nem para onde ia, creio que na altura me encontrava em Lisboa. Até que alguém me recolheu e num monte com outras moedas me colocou. Como elas tinham um ar de infelizes, de vividas, de presas a uma vida sem rumo... Separaram-me num monte de outras moedas do mesmo valor, e com várias moedas diferentes fui posta dentro de uma “pequena prisão” a que chamam de porta-moedas. Como ainda era nova e conservava o meu brilho dificilmente se queriam desfazer de mim, mas nada dura para sempre e um dia lá fui eu, descendo por uma ranhura, fui parar a um sítio escuro. Algum tempo aí fiquei até sair com um pequeno papel verde que continha o nome de um lugar. Aquele seria o novo sítio que iria conhecer, Faro. Uma jovem rapariga era a minha nova dona e fui cuidadosamente guardada, até ao dia em que juntamente com algumas notas, senhoras de grande valor e prestígio, me senti bastante honrrada, mesmo não sabendo para onde ia. Fui trocada por um saco, que pelo que me disseram continha “roupa”... “As pessoas realmente são estranhas”, pensei eu naquele momento... Das notas fui separada e posta num compartimento com as do meu valor. Cedo comecei a aprender o nome das coisas e a perceber que as pessoas me trocavam por bens, comida, bilhetes, tabaco e às vezes até me ofereciam como gorjeta. Conheci tantas cidades que já nem me lembro dos nomes de todas... Lisboa, Aveiro, Faro, Coimbra, Beja, Évora, Portimão e tantas outras...

Já habituada a esta rotina incerta, um dia fui parar ao chão, naquele momento nem sabia o nome da cidade, ou aldeia onde me encontrava, mas o ambiente era sossegado e fazia tanto calor que eu parecia que ia derreter! Ninguém me viu a não ser um pequeno rapazinho, com umas faces meigas e rosadas, que ao ver-me deu um enorme sorriso, apanhou-me e agarrou-me com força na sua mãozinha suada. Depressa me trocou por um grande gelado, mas ainda o dia não tinha acabdo e já eu me encontrava dentro de um recipiente de porcelana a que davam o nome de mealheiro. Nesta fase da minha vida, creio que estavamos quase no final do ano 2000, e os anos já me começavam a pesar, por isso resignei-me e adormeci. Passado o que me pareceu uma eternidade voltei, a ver a luz do sol. Estavamos em Janeiro de 2002 na cidade de Bragança, e iam-me trocar, a mim e às outras moedas, por novas moedas a que chamam de Euros, “Vou deixar de existir, a minha vida chegou ao fim!”, pensei eu melancólica. No Banco lá estavam elas, lindas, novas jovens, brilhantes, tal como eu era quando fui criada. Mais adiante vi as moedas de 1€, que pelo que dizem valem aproximadamente o mesmo que eu... “Boa sorte 1€, pela Europa vão ter oportunidade de viajar, mas nunca sabem onde vão parar...” Naquele momento lembrei-me das palavras sábias de uma velha companheira que conheci no início da minha existência e que me fez uma advertência parecida... Consciente de que o meu fim estava próximo, voltei ao mesmo local onde tinha sido criada, e resolvi adormecer para não me ver morrer, e então num sono profundo, morri para Portugal!...