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sábado, 19 de janeiro de 2008

Respeitar e ser Respeitado

Porque é que alguns portugueses ainda têm tão pouco respeito pelo espaço dos outros?

Não vou dizer que são todos, apenas alguns portugueses agem sem se preocuparem com os outros e se podem ou não estar a incomodar. Isso traduz-se pela forma como arrumam o carro, por exemplo, sempre da maneira que lhes és mais prática, sem terem em conta de que estão a impedir a entrada e saída de veículos para garagens (que é o acontece aqui na minha rua), tudo porque querem ir ao café de carro, e não o querem deixar longe. Mas este facilitismo é a dificuldade dos outros, neste caso o meu, que sempre que quero sair tenho de ir à procura nos cafés e nas lojas do dono do carro, para que ele, desvie o carro, ou o arrume de forma a facilitar e entrada e saída de outras viaturas (quando o podia ter feito logo assim que chegou). A emergência dessas pessoas muitas vezes é ir beber um café ou comprar SÓ uma garrafinha de água na loja, mas a minha emergência numa certa altura pode ser algo muito mais importante e depois recebemos um "Ai, desculpe...", mas no dia seguinte o mesmo volta a acontecer...
Será que isto é próprio da cultura portuguesa? Ou será que este sentimento de egoísmo é resultado de uma sociedade cada vez mais consumista e indivudualista, onde os actos de solidariedade são muitas vezes uma fachada para mascarar uma vida de podridão.

E vocês? Preocupam-se em respeitar os públicos e em facililar a vida uns dos outros?

Vamos respeitar primeiro para podemos ser respeitados depois.

É esta a lei da vida há já milhões de anos, temos que semear primeiro para colher depois.
É curioso pensar nisto...


Onde tu hoje andas direito já outros andaram vergados.


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Alexandra Louro

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Provérbios Enganosos


"Laranja, de manhã é ouro, à tarde prata e à noite mata!"


De certeza que todos nós já ouvimos esta expressão, ou certamente já nos disseram: "Não comas laranja à noite, que faz mal!". Mas será que faz mesmo? qual o motivo desta expressão?

A verdade é que a laranja é um fruto muito rico em Vitamina C e esta vitamina tem a propriedade de ser estimulante. Por isso, de manhã vale ouro, porque dá-nos energia para o dia, à tarde é prata, porque já não precisamos de tanta energia, uma vez que o dia já vai a meio e à noite não mata mas pode tirar o sono ou fazer com que tenhamos dificuldade em adormecer.

A laranja não é assassina, apenas deve ser consumida em alturas em que a energia da vitamina C nos vai ser mais útil!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Liso, ondulado ou encaracolado?





"O facto do cabelo ser liso depende de forma de cada fio individual. O cabelo liso tem secção transversal circular. Mas o cabelo ondulado ou encaracolado tem uma secção oval ou achatada. Quanto mais achatado é o fio (de cabelo) mais encaracolado é o cabelo."


WEST, David; "Respostas às perguntas que sempre quisteste fazer"; Porto Editora; 1993

Um dia Normal II


Acabei de adormecer. Levantei-me da cama e fiz a minha rotina diária pela primeira vez. Abro o telhado e olho lá para dentro: está um lindo dia de chuva, frio e trovoada! Hoje vou à praia!

Para isso vou desfazer um pequeno e ligeiro farnel: dez litros de sandes, três quilos de sumos, uma panela de batatas fritas e outra de salada de frutas. Para sobremesa levo uma torta de chocolate com dois metros. Não me posso esquecer de vestir a toalha; levar o fato de banho, para me deitar na areia; o protector lunar e o chapéu-de-chuva.

Ah! Que paisagem tão agradável, o vento sopra em toda a sua fúria, a chuva cai violentamente e está um frio de rachar. Vou-me divertir imenso! Assim que chego tiro as minhas coisas do chão, deito-me em cima do fato de banho e coloco o protector lunar, não posso apanhar um escaldão! Deitado confortavelmente na rija areia, feita de grandes calhaus, apanho leves e quentes banhos de lua que me refrescam. Passado algum tempo vou-me secar para dentro de água que se encontra quentíssima, não tivéssemos nós em Janeiro!

Já estou a ficar sem fome, por isso volto para o meu fato de banho e como vinte das dez sandes de areia e três dos dois metros de torta de chocolate que trouxe, enquanto a chuva me vai secando o corpo.
O sol está quase a nascer, é melhor vir para casa. Desarrumo todas as minhas coisas, entro na praia, tranco a porta de casa e entro. Dou banho ao resto da comida que trouxe da praia e arrumo-me no frigorífico. Estou sem sono, é melhor ir dormir. Deitad0 debaixo do sofá, abro os olhos, destapo-me e acordo.

Travalínguas

Sou grande apreciadora destes desafios linguísticos.

Aqui ficam alguns:



A Graça disse à Graça uma graça que não teve graça.

O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará Padre Pedro Prega pregos Prega pregos Padre Pedro Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O Dote e o Enxoval


Se acham que hoje em dia fazer enxoval é coisa antiquada, então e o dote? O dote, do hebraico mohar significa "preço da noiva" e eram uma série de presentes que o noivo oferecia à noiva, ou aos seus pais e familiares de forma a compensar a perda económica com a partida da filha. O dote também poderia ser do pai da noiva para a própria noiva.

Este dote era uma forma de ajudar o casal na sua vida de recém casados, ou um "seguro" no caso da morte prematura do marido. Estes presentes podiam ser sobre as mais diversas formas, como um terreno, dinheiro, jóias ou escravos. Há quem pense que o dote, quando oferecido pelo pai à sua filha, era um adiantamento da herança, ao contrário dos irmãos que teriam que esperar que o pai morresse para que pudessem receber a sua parte.

Hoje em dia os noivos já são são obrigados a pagar o dote pelas noivas, os pais por outro lado... quer sejam da noiva ou do noivo acabam sempre por abrir os cordões à bolsa quando se trata de ajudar os filhos a casar.

Segundo a tradição, o noivo leva a mobília e a noiva o enxoval para a casa. Mas porque é que é normal falar do "enxoval para o bebé" mas quando se fala se enxoval para o casamento já parece estranho? O enxoval de um bebé é tudo aquilo que é indispensável para os primeiros meses de vida da criança que VAI nascer. O enxoval de um casamento são todas as coisas básicas que nos permitem viver numa casa com comodidade.

Qualquer pessoa pode, e deve, fazer um enxoval, mesmo que não queira casar, de certeza que não quer viver eternamente na casa dos papás, e quando decidir e puder ter a sua própria casa vai precisar de todas as coisas essenciais e das quais nós já nem nos damos conta que são precisas, pois estão sempre garantidas como: loiças, talheres, toalhas, lençóis...

Fazer um enxoval não é mais do que ir armazenado coisas que podem vir a ser úteis para a nossa futura casa, como: o alguidar e o galheteiro que sairam nas rifas da festa, o conjunto de toalhas que deram à mãe, mas ela já não tem mais espaço no armário, aquela oferta de um tupperware na compra daquele detergente reles e até mesmo as pegas e o saco do pão que a avó fez.

Tudo isto não passam de medidas para se poupar dinheiro na altura de comprar coisas para a casa, mesmo que ninguém nos ofereça nada podemos, ocasionalmente, comprar (ou pedir à mãe para comprar) um cobertor ou até uma caneca!

Pensem no vosso futuro e começem a construí-lo aos poucos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

2008 mais um ano


Hoje é o último dia do ano, a partir da meia noite começamos novamente a contagem crescente, mas desta vez até ao dia 366 (em 2008 vamos ter ano bissexto!).

Apesar de não ser feriado, nem fim de semana alguns estabelecimentos fecham mais cedo, para, "se poderem preparar para o fim de ano". Mas o novo ano começa só no calendário. Costuma-se dizer "ano novo, dia nova", contudo o "Ano Novo" é uma data pessoal e íntima que começa sempre que fazemos mais um ano de existência, ou seja o nosso aniversário! É claro que o nosso aniversário não é festejado de forma entusiástica a uma escala mundial, mas é nesse dia que temos de analizar aquilo que fizemos ao longo do ano e fazer planos de melhoria, para que tudo corra ainda melhor do que o ano anterior. Se eu fizer anos a 1 de Julho, depois da meia noite de dia 32 de Dezembro eu não vou estar a festejar o "Ano Novo", mas "Meio Ano Novo", pois desde a a última comemoração do meu aiversário só se passaram seis meses! Eu não estou de forma alguma a dizer que é uma idiotice festejar a passagem do ano, sinceramente a mim não me diz nada, e não faço questão que seja um dia de festa e paródia. Até acho que até foi uma ideia original de todas as pessoas pelo mundo festejarem a passagem para o ano seguinte e em conjunto fazerem planos para uma vida melhor, porque tudo é mais fácil em conjunto.

Aparentemente á alguma coisa que mexe com todos nós, pelo facto de deixarmos de estar em 2007 e passarmos para 2008, o facto de repetirmos tudo outra vez é como se fosse mais uma oportunidade que a vida nos dá para que desta vez possamos fazer as coisas (ainda) melhores!

Um Bom Final de Ano para todos vós e que em 2008 tudo mude para melhor!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A Magia do Natal - Semear para colher


Porque é que a magia do Natal desaparece logo após o dia 25? A árvore já não parece tão bonita, já nem dá vontade de ligar as luzes, as prendas já se abriram, já se teve comunhão com a família, cumpriu-se a "obrigação" de dar dar presentes a todos que conhecemos e já nem temos muita vontade de comer o bolo rei ou os outros doces. Parece que tudo se encontra desenquadrado e já não faz muito sentido. O que interessa agora é: onde se vai fazer a passagem de ano, e gastar o dinheiro que se ganhou no natal nos Saldos do shopping. Será que há mesmo algo de mágico, desde o momento em que montamos a árvore e os primeiros enfeites de Natal, ou essa magia é apenas uma ansiedade por consumismo, em querer comprar coisas e querer receber outras, e tudo desaparece depois de rasgar os embrulhos?


A magia do Natal, que consiste em ajudar o próximo sem esperar receber nada em troca e conviver com amor, alegria e felicidade com a família e todos os que nos rodeiam, devia durar o ano todo, deve ser algo que tenhamos gosto e procuremos fazer todos os dias e não só quando as ruas estão iluminadas com enfeites de Natal. Isso é hipócrisia, "vamos todos ser amigos porque eu quero que tu me dês um presente!".


De facto todos os enfeites, a árvore, os presentes, a lareira acessa e os doces caseiros proporcionam um ambiente acolhedor do qual não queremos sair. Mas mais importante que tudo é que o desejo de querer ajudar os outros e fazer toda a gente feliz não saia do nosso coração. Quando esta época acabar, vamos todos deixar de desejar "Feliz Natal" ou "Boas Festas" ao cobrador da portagem, à senhora do pão e ao amigo do amigo que não conhecemos. Mas podemos continuar a dizer "que tenha um resto de bom dia", "bom fim de semana" e "obrigada, até à proxima!". Isto serve para o ano todo e estamos a praticar o Natal durante o ano todo, pois estamos a reconhecer a unicidade e "especialidade" de cada pessoa. E podemos fazer a diferença, podemos ser aquele/a que tornou o dia um pouco melhor para aquela pessoa que todos desprezam e fingem não ver, quem sabe um dia essa pessoa não somos nós e não somos nós que precisamos de ouvir um cumprimento ou uma saudação amigável.


Vamos semear para colher.

Um dia Normal I


Levantei-me de madrugada bem tarde, tinha sonhado que estava acordada. Então, para despertar, fui à cozinha para tomar banho e depois dirigi-me à casa de banho para tomar o pequeno-almoço. Depois calcei a minha camisola e vesti os meus sapatos novos comprados há cinco anos.

Fui desarrumar a casa e sujar a sala para ficar tudo em ordem para a saída do meu primo que estava para chegar.
Almocei um CD de música clássica e depois fui ouvir um pouco de frango assado no forno.

À tarde cheguei ao princípio do livro que tinha acabado de ler. Mais tarde fui passear e, quando entrei na rua, reparei que fazia sol, por isso saí novamente para dentro de casa e fui buscar um chapéu de chuva e um cachecol porque também fazia calor.

No jardim sem árvores os cães cantavam alegremente e pulavam de galho em galho enquanto que os pássaros ladravam e brincavam com as criancinhas do lar da terceira idade. Como estava cansada fui correr um pouco e fiquei com tanto frio que fui refrescar-me debaixo da sombra de um trevo de cinco folhas.


Ao sair para casa, deitei os sapatos na cama e arrumei-me no armário. Estava sem fome, por isso resolvi ir comer qualquer coisa, e fiquei com tanto sono que fui dançar um pouco para cima do telhado. Quando começou a ficar cedo liguei a aparelhagem e resolvi ir dormir, por isso deitei-me debaixo da cama, destapei-me e acordei.