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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Liso, ondulado ou encaracolado?





"O facto do cabelo ser liso depende de forma de cada fio individual. O cabelo liso tem secção transversal circular. Mas o cabelo ondulado ou encaracolado tem uma secção oval ou achatada. Quanto mais achatado é o fio (de cabelo) mais encaracolado é o cabelo."


WEST, David; "Respostas às perguntas que sempre quisteste fazer"; Porto Editora; 1993

Um dia Normal II


Acabei de adormecer. Levantei-me da cama e fiz a minha rotina diária pela primeira vez. Abro o telhado e olho lá para dentro: está um lindo dia de chuva, frio e trovoada! Hoje vou à praia!

Para isso vou desfazer um pequeno e ligeiro farnel: dez litros de sandes, três quilos de sumos, uma panela de batatas fritas e outra de salada de frutas. Para sobremesa levo uma torta de chocolate com dois metros. Não me posso esquecer de vestir a toalha; levar o fato de banho, para me deitar na areia; o protector lunar e o chapéu-de-chuva.

Ah! Que paisagem tão agradável, o vento sopra em toda a sua fúria, a chuva cai violentamente e está um frio de rachar. Vou-me divertir imenso! Assim que chego tiro as minhas coisas do chão, deito-me em cima do fato de banho e coloco o protector lunar, não posso apanhar um escaldão! Deitado confortavelmente na rija areia, feita de grandes calhaus, apanho leves e quentes banhos de lua que me refrescam. Passado algum tempo vou-me secar para dentro de água que se encontra quentíssima, não tivéssemos nós em Janeiro!

Já estou a ficar sem fome, por isso volto para o meu fato de banho e como vinte das dez sandes de areia e três dos dois metros de torta de chocolate que trouxe, enquanto a chuva me vai secando o corpo.
O sol está quase a nascer, é melhor vir para casa. Desarrumo todas as minhas coisas, entro na praia, tranco a porta de casa e entro. Dou banho ao resto da comida que trouxe da praia e arrumo-me no frigorífico. Estou sem sono, é melhor ir dormir. Deitad0 debaixo do sofá, abro os olhos, destapo-me e acordo.

Travalínguas

Sou grande apreciadora destes desafios linguísticos.

Aqui ficam alguns:



A Graça disse à Graça uma graça que não teve graça.

O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará Padre Pedro Prega pregos Prega pregos Padre Pedro Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O Dote e o Enxoval


Se acham que hoje em dia fazer enxoval é coisa antiquada, então e o dote? O dote, do hebraico mohar significa "preço da noiva" e eram uma série de presentes que o noivo oferecia à noiva, ou aos seus pais e familiares de forma a compensar a perda económica com a partida da filha. O dote também poderia ser do pai da noiva para a própria noiva.

Este dote era uma forma de ajudar o casal na sua vida de recém casados, ou um "seguro" no caso da morte prematura do marido. Estes presentes podiam ser sobre as mais diversas formas, como um terreno, dinheiro, jóias ou escravos. Há quem pense que o dote, quando oferecido pelo pai à sua filha, era um adiantamento da herança, ao contrário dos irmãos que teriam que esperar que o pai morresse para que pudessem receber a sua parte.

Hoje em dia os noivos já são são obrigados a pagar o dote pelas noivas, os pais por outro lado... quer sejam da noiva ou do noivo acabam sempre por abrir os cordões à bolsa quando se trata de ajudar os filhos a casar.

Segundo a tradição, o noivo leva a mobília e a noiva o enxoval para a casa. Mas porque é que é normal falar do "enxoval para o bebé" mas quando se fala se enxoval para o casamento já parece estranho? O enxoval de um bebé é tudo aquilo que é indispensável para os primeiros meses de vida da criança que VAI nascer. O enxoval de um casamento são todas as coisas básicas que nos permitem viver numa casa com comodidade.

Qualquer pessoa pode, e deve, fazer um enxoval, mesmo que não queira casar, de certeza que não quer viver eternamente na casa dos papás, e quando decidir e puder ter a sua própria casa vai precisar de todas as coisas essenciais e das quais nós já nem nos damos conta que são precisas, pois estão sempre garantidas como: loiças, talheres, toalhas, lençóis...

Fazer um enxoval não é mais do que ir armazenado coisas que podem vir a ser úteis para a nossa futura casa, como: o alguidar e o galheteiro que sairam nas rifas da festa, o conjunto de toalhas que deram à mãe, mas ela já não tem mais espaço no armário, aquela oferta de um tupperware na compra daquele detergente reles e até mesmo as pegas e o saco do pão que a avó fez.

Tudo isto não passam de medidas para se poupar dinheiro na altura de comprar coisas para a casa, mesmo que ninguém nos ofereça nada podemos, ocasionalmente, comprar (ou pedir à mãe para comprar) um cobertor ou até uma caneca!

Pensem no vosso futuro e começem a construí-lo aos poucos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

2008 mais um ano


Hoje é o último dia do ano, a partir da meia noite começamos novamente a contagem crescente, mas desta vez até ao dia 366 (em 2008 vamos ter ano bissexto!).

Apesar de não ser feriado, nem fim de semana alguns estabelecimentos fecham mais cedo, para, "se poderem preparar para o fim de ano". Mas o novo ano começa só no calendário. Costuma-se dizer "ano novo, dia nova", contudo o "Ano Novo" é uma data pessoal e íntima que começa sempre que fazemos mais um ano de existência, ou seja o nosso aniversário! É claro que o nosso aniversário não é festejado de forma entusiástica a uma escala mundial, mas é nesse dia que temos de analizar aquilo que fizemos ao longo do ano e fazer planos de melhoria, para que tudo corra ainda melhor do que o ano anterior. Se eu fizer anos a 1 de Julho, depois da meia noite de dia 32 de Dezembro eu não vou estar a festejar o "Ano Novo", mas "Meio Ano Novo", pois desde a a última comemoração do meu aiversário só se passaram seis meses! Eu não estou de forma alguma a dizer que é uma idiotice festejar a passagem do ano, sinceramente a mim não me diz nada, e não faço questão que seja um dia de festa e paródia. Até acho que até foi uma ideia original de todas as pessoas pelo mundo festejarem a passagem para o ano seguinte e em conjunto fazerem planos para uma vida melhor, porque tudo é mais fácil em conjunto.

Aparentemente á alguma coisa que mexe com todos nós, pelo facto de deixarmos de estar em 2007 e passarmos para 2008, o facto de repetirmos tudo outra vez é como se fosse mais uma oportunidade que a vida nos dá para que desta vez possamos fazer as coisas (ainda) melhores!

Um Bom Final de Ano para todos vós e que em 2008 tudo mude para melhor!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A Magia do Natal - Semear para colher


Porque é que a magia do Natal desaparece logo após o dia 25? A árvore já não parece tão bonita, já nem dá vontade de ligar as luzes, as prendas já se abriram, já se teve comunhão com a família, cumpriu-se a "obrigação" de dar dar presentes a todos que conhecemos e já nem temos muita vontade de comer o bolo rei ou os outros doces. Parece que tudo se encontra desenquadrado e já não faz muito sentido. O que interessa agora é: onde se vai fazer a passagem de ano, e gastar o dinheiro que se ganhou no natal nos Saldos do shopping. Será que há mesmo algo de mágico, desde o momento em que montamos a árvore e os primeiros enfeites de Natal, ou essa magia é apenas uma ansiedade por consumismo, em querer comprar coisas e querer receber outras, e tudo desaparece depois de rasgar os embrulhos?


A magia do Natal, que consiste em ajudar o próximo sem esperar receber nada em troca e conviver com amor, alegria e felicidade com a família e todos os que nos rodeiam, devia durar o ano todo, deve ser algo que tenhamos gosto e procuremos fazer todos os dias e não só quando as ruas estão iluminadas com enfeites de Natal. Isso é hipócrisia, "vamos todos ser amigos porque eu quero que tu me dês um presente!".


De facto todos os enfeites, a árvore, os presentes, a lareira acessa e os doces caseiros proporcionam um ambiente acolhedor do qual não queremos sair. Mas mais importante que tudo é que o desejo de querer ajudar os outros e fazer toda a gente feliz não saia do nosso coração. Quando esta época acabar, vamos todos deixar de desejar "Feliz Natal" ou "Boas Festas" ao cobrador da portagem, à senhora do pão e ao amigo do amigo que não conhecemos. Mas podemos continuar a dizer "que tenha um resto de bom dia", "bom fim de semana" e "obrigada, até à proxima!". Isto serve para o ano todo e estamos a praticar o Natal durante o ano todo, pois estamos a reconhecer a unicidade e "especialidade" de cada pessoa. E podemos fazer a diferença, podemos ser aquele/a que tornou o dia um pouco melhor para aquela pessoa que todos desprezam e fingem não ver, quem sabe um dia essa pessoa não somos nós e não somos nós que precisamos de ouvir um cumprimento ou uma saudação amigável.


Vamos semear para colher.

Um dia Normal I


Levantei-me de madrugada bem tarde, tinha sonhado que estava acordada. Então, para despertar, fui à cozinha para tomar banho e depois dirigi-me à casa de banho para tomar o pequeno-almoço. Depois calcei a minha camisola e vesti os meus sapatos novos comprados há cinco anos.

Fui desarrumar a casa e sujar a sala para ficar tudo em ordem para a saída do meu primo que estava para chegar.
Almocei um CD de música clássica e depois fui ouvir um pouco de frango assado no forno.

À tarde cheguei ao princípio do livro que tinha acabado de ler. Mais tarde fui passear e, quando entrei na rua, reparei que fazia sol, por isso saí novamente para dentro de casa e fui buscar um chapéu de chuva e um cachecol porque também fazia calor.

No jardim sem árvores os cães cantavam alegremente e pulavam de galho em galho enquanto que os pássaros ladravam e brincavam com as criancinhas do lar da terceira idade. Como estava cansada fui correr um pouco e fiquei com tanto frio que fui refrescar-me debaixo da sombra de um trevo de cinco folhas.


Ao sair para casa, deitei os sapatos na cama e arrumei-me no armário. Estava sem fome, por isso resolvi ir comer qualquer coisa, e fiquei com tanto sono que fui dançar um pouco para cima do telhado. Quando começou a ficar cedo liguei a aparelhagem e resolvi ir dormir, por isso deitei-me debaixo da cama, destapei-me e acordei.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feliz Natal


Como a história do "Um dia para esquecer" já chegou ao fim, esperam-vos agora mais estórias, que eu gosto de lhes chamar "estórias normais", depois percebem porquê.


Até lá um, Feliz Natal cheio daquilo que o Naltal deve ter: Amor, Paz, Alegria e Felicidade. E se no meio de isto tudo ainda recebermos uns presentinhos ainda melhor!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Um dia para esquecer - Cap. IV

Capítulo IV
Era só o que me faltava



Finalmente cheguei à escola! Mas... o que? Não pode ser... HOJE È SABADO!!! Eu nem quero acreditar... Num acto de desespero encosto a cabeça à parede como se tivesse com vontade de a esborrachar por causa da minha estupidez, só então reparo na tabuleta que dizia: CUIDADO! PINTADO DE FRESCO.

Então, furioso, frustrado, irritado e com a testa pintada, solto um grito de fúria no meio da rua e fica tudo a olhar para mim. No meio de tantos olhares intrigados, vou-me esgueirando, de cabeça baixa, tropeço numa pedra, escorrego numa casca de banana e estatelo-me no meio do chão, mesmo na altura em que ia a passar a rapariga por quem estou perdidamente apaixonado! Porque é que eu hoje saí de casa? (pensei eu)... Levanto-me desajeitadamente, sorrio-lhe e ela com um ar sorridente olha-me de alto a baixo e diz: “ Belos ténis!”. Ah, afinal o dia até está a melhorar, a rapariga de quem eu gosto fez-me um elogio! Mas ao olhar para os pés vejo que... trouxe um ténis de cada cor! Ela não me estava a elogiar, ela estava a gozar comigo...

Não aguentando mais começo a chorar que nem um bebé, e então oiço alguém a agarrar-me e a dizer: “ João, João!!” . Então abro os olhos e vejo a minha mãe, afinal tudo não tinha passado de um enorme pesadelo...


FIM

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto de Natal

O Coelhinho e o Natal



Estávamos no início do Outono quando nasceu uma ninhada de coelhinhos da Mamã Cauda Fofa. Eram sete coelhinhos, entre eles, um muito especial com duas manchas escuras ao redor dos olhos e uma lista castanha nas costas. Era o coelhinho Timóteo. À medida que o coelhinho crescia ficava cada vez mais e mais curioso, sempre a cheirar tudo ao seu redor.
Com a chegada do Inverno os campos ficaram cobertos de neve e o coelhinho Timóteo resolveu explorar para os lados da quinta do Sr. Francisco, uma vez que a sua mãe nunca o deixava lá ir, pois dizia que era um sítio muito perigoso. À entrada da quinta encontrou uma cerca de madeira e saltou por cima. Ao olhar de perto para a janela da casa reparou que estava toda decorada com uns enfeites vermelhos e dourados, ao redor da casa haviam umas luzes coloridas que piscavam e cá fora estava uma árvore cheia de fitas brilhantes e outros objectos coloridos. O coelhinho estava muito intrigado com aquilo porque nunca tinha visto nada parecido em toda a floresta.
Uns saltinhos mais à frente sentiu o cheiro de uns animais que não conhecia e resolveu investigar. Chegou-se perto da vaca e perguntou-lhe:
- Olá.
- Muuuu. Quem és tu e o que fazes aqui?
- Eu sou o Timóteo e vim aqui ver a quinta.
- Eu sou a Vaca Mimosa. É melhor teres cuidado porque se o Sr. Francisco te apanha, estás em maus lençóis.
- Oh Mimosa, diz-me uma coisa, toda a quinta está decorada com uns enfeites dourados, vermelhos, verdes e prateados, eu nunca vi nada assim na floresta. O que é isto tudo afinal?
- É o Natal. Os humanos em chegando a Dezembro enfeitam toda a casa com estas coisas.
- Natal? Eu nunca ouvi falar nisso, podes-me explicar o que é?
- Não te sei explicar muito bem, só sei que durante esta altura as pessoas andam sempre a assobiar músicas e estão sempre felizes. E lá quase para o fim do mês, vêm-me tirar muito leite e levam lá para dentro, passado algum tempo, sinto o cheiro de comida que está a ser cozinhada com o leite que me tiram. Acho que é só uma altura em que eles gostam de comer muito.
O Timóteo estava muito baralhado. Enfeitam a casa toda e comem muito? Mas que coisa estranha. Um pouco mais ao lado reparou que haviam algumas galinhas, e foi ter com elas, com a esperança de que talvez elas lhe soubessem explicar o que era o Natal.
- Olá Sr.ª Galinha. Eu sou o coelho Timóteo. Pode-me explicar o que é o Natal?
- O Natal? Eu não sei explicar o que é, só sei que há uma altura em que vêm cá mais que uma vez por dia, ver se pusemos mais ovos. Assim que vêm mais um ovo levam-no logo para a cozinha. Vai perguntar ali ao peru Gluglu, pode ser que ele te saiba ajudar.
- Olá Sr. Peru. Por acaso sabe-me dizer o que é o Natal?
- NATAL? AH! – Gritou o peru com um ar de desespero. É uma coisa que deve ser horrível, pelo que me contaram, parece que todos os anos está sempre cá um peru diferente. Chega-se aquele dia que é muito especial para eles, levam o peru e nunca mais ninguém o vê... Eu estou aterrorizado! Estou até a elaborar um plano de fuga. Queres-me ajudar?
- Err.... Não, não, eu não estou a pensar fugir.
- Oh, pena... Mas experimenta perguntar ao Pato Patui. De certeza que ele sabe mais do que eu. Boa sorte.
- Obrigado.
Como o peru não o consegui ajudar, foi perguntar ao Pato Patui.
- Olá senhor Pato. Sabe o que é o Natal?
- Natal? Eu não quero saber nada disso, sei que há um dia em que aparece aqui muita gente, com humanos pequenos e tudo e esses começam a assustar-me e a correr atrás de mim. Seja aquilo que for, eu não gosto. Pergunta ali ao cão Caracol.
Os cães, Timóteo conhecia, e sabia que podiam ser perigosos, a sua mãe já o tinha avisado, por vezes eles correm atrás dos coelhos para os apanharem. Mas aquele cão dormia pacificamente ao pé dos degraus da casa, tinha um longo pelo encaracolado e já parecia ser um pouco velho.
- Senhor cão....
- Mmmm, quem é? – O cão abre um olho e fecha-o em seguida.
- Eu, eu... eu gostava de saber o que é o Natal.
- O Natal... o Natal, é... olha, não me lembro. A minha memória já não é o que era dantes. Acho que é uma festa em que as pessoas fazem muito barulho e não me deixam dormir. Pergunta mas é ao cavalo Alfredo, há sempre um dia em que o Sr. Francisco leva a carroça cheia de embrulhos, uns grandes e outros mais pequenos, mas eu não sei porquê. Vai-lhe lá perguntar, que eu estou com muito sono e quero dormir.
Chegando-se ao pé do cavalo Alfredo, Timóteo estava um bocadinho receoso, com aquela criatura tão grande.
- Escusas de ter medo. – Disse o cavalo.
- Desculpe, eu não queria incomodá-lo, mas eu estou curioso com uma coisa e os outros animais disseram-me que talvez o senhor me pudesse ajudar.
- Queres saber o que é o Natal, não é?
- Como é que sabe? – Perguntou o coelhinho com um ar admirado.
- Todos os anos aparece aqui na quinta um animal curioso, assim como tu a fazer perguntas sobre os hábitos estranhos dos humanos. Tu deves ser filho da Cauda Fofa, certo?
- Como é que sabe o nome da minha mãe?
- Eu conheci a tua mãe muito antes de tu nasceres. E tu és muito parecido com ela. A tua mãe também era muito curiosa. Acho que o melhor que tens a fazer é voltares para casa e perguntares-lhe o que é o Natal. Ela vai-te contar a história completa.
- A minha mãe? Ela sabe o que é o Natal?
- Sabe sim, vai já a correr para casa antes que fique de noite!
- Vou pois! – Disse o Timóteo com um ar apressado.
O coelhinho correu o mais depressa que consegui até à sua toca. Ao chegar perguntou com um ar ofegante:
- Mãe, o que é o Natal? O cavalo Alfredo disse que tu sabias o que era o Natal. Diz-me o que é o Natal!
- Calma Timóteo, estou a ver que andaste a passear pela quinta do Sr. Francisco e que falaste com o Alfredo. Estou a ver que temos de ter uma longa conversa.
E assim, todos juntos no aconchego da toca, Timóteo e os seus irmãos ouviam atentamente a história do Natal, sobre o menino que nasceu, a estrela cadente, os reis magos e os presentes. Naquela altura Timóteo percebeu que o Natal, não era aquilo que os animais da quinta diziam, sobre a comida, os presentes e os enfeites, mas que acima de tudo era o convívio com a família e o amor e a união que deve fazer parte da nossa vida. Naquela altura, na sua toca acolhedora, junto com a sua mãe e os seus irmãos, Timóteo sentiu que estava a ter o seu Natal. Repletos de alegria e de felicidade abraçaram-se todos com entusiasmo e amor, até que... alguém bate à porta. Quem seria? O espanto pairava no rosto de todos. A mamã Cauda Fofa abriu a porta e chamou por Timóteo.
- Timóteo, filho, está aqui alguém que te veio visitar.
Era o peru Gluglu. Parece que este ano o Natal na quinta do Sr. Francisco ia ser sem peru.



FIM
FELIZ NATAL